sou pequena demais para tudo isso,
meu pequeno coração bate forte,
quase explode.
Meu corpo se sacode,
como um peixe fora d'agua,
o corpo fora das emoções.
A eletricidade é muita,
sinto choque nos dedos,
ouço até o estalido.
Tudo na vida foi importante até hoje,
cada fragmento,
cada pedacinho.
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Fingimento?
Por que fingir tanto meu deus, por quê?
Porque o amarelo não é amarelo no escuro,
é negro.
Porque o amarelo não é amarelo no escuro,
é negro.
Palavra viva
Minha cabeça dói,
são as palavras querendo sair e ir para o mundo
não comporto-as tantas, só, na minha mente.
Vão para as paredes, para os livros, para as telas,
vão aonde os olhos as possam ver, ou ler.
Livrem-me da dor de tê-las apenas para mim,
se pedem tanto para sair, que saiam!
Não queria que fossem,
pois nem mesmo eu acredito em todas vocês,
pois nem eu mesmo as entendo,
sou uma mera expectadora da sua liberdade...
Ai de mim o tanto que finjo
o tanto que sofro, o tanto que morro
se não morresse de verdade a cada vez que escrevo,
e se não escrevo, pior,
o defunto fede mais, putrefa dentro de mim.
Que tenham as baleias mortas a vida quando escrevo
ou a morte estampada no último instante da vida.
são as palavras querendo sair e ir para o mundo
não comporto-as tantas, só, na minha mente.
Vão para as paredes, para os livros, para as telas,
vão aonde os olhos as possam ver, ou ler.
Livrem-me da dor de tê-las apenas para mim,
se pedem tanto para sair, que saiam!
Não queria que fossem,
pois nem mesmo eu acredito em todas vocês,
pois nem eu mesmo as entendo,
sou uma mera expectadora da sua liberdade...
Ai de mim o tanto que finjo
o tanto que sofro, o tanto que morro
se não morresse de verdade a cada vez que escrevo,
e se não escrevo, pior,
o defunto fede mais, putrefa dentro de mim.
Que tenham as baleias mortas a vida quando escrevo
ou a morte estampada no último instante da vida.
Cadáver
Muitas coisas não significam nada, apesar de parecerem.
O lençol encobre os corpos e mostram formas ondulosas
mas a realidade abaixo não podemos ver,
a não ser que tirem o lençol e develem-se os corpos.
O lençol encobre os corpos e mostram formas ondulosas
mas a realidade abaixo não podemos ver,
a não ser que tirem o lençol e develem-se os corpos.
Profundezas
Tudo o que eu encontro não está na profundidade que eu quero,
quero entrar, submergir, afundar num mundo obscuro.
Quero uma arte que me leve a este mundo, que me faça sentir isto,
o inexpressivel em palavras, o sentir profundo.
Por que sempre mais e mais?
Por que o comum não satisfaz?
Por que o que fazia sentido hoje não faz?
Queria pular num poço,
um poço escuro e profundo
mesmo sem saber onde este poço me levaria,
só queria que fosse profundo... e escuro,
nada mais.
O sentir profundo e escuro é unico
e poucos são os símbolos que nos levam a isto,
poucas são as chaves, as portas, os portais...
e eu quero sentir isso.
Não quero que aliviem essa angústia,
não quero o dedo que diz ser malígno,
que diz ser inferno, que diz ser baixo...
o que está abaixo é o que está acima.
Sinto plutão dentro de mim
e toco o inconsciente dos seres,
sublimo minha lama na lama deles.
ahhhhhhhhh
Dilacera.
Ahhhhhhhhh
Vida.
Ahhhhhhhhh
Cronos.
Você está me matando Cronos!
Esta vida dilacera minha alma.
quero entrar, submergir, afundar num mundo obscuro.
Quero uma arte que me leve a este mundo, que me faça sentir isto,
o inexpressivel em palavras, o sentir profundo.
Por que sempre mais e mais?
Por que o comum não satisfaz?
Por que o que fazia sentido hoje não faz?
Queria pular num poço,
um poço escuro e profundo
mesmo sem saber onde este poço me levaria,
só queria que fosse profundo... e escuro,
nada mais.
O sentir profundo e escuro é unico
e poucos são os símbolos que nos levam a isto,
poucas são as chaves, as portas, os portais...
e eu quero sentir isso.
Não quero que aliviem essa angústia,
não quero o dedo que diz ser malígno,
que diz ser inferno, que diz ser baixo...
o que está abaixo é o que está acima.
Sinto plutão dentro de mim
e toco o inconsciente dos seres,
sublimo minha lama na lama deles.
ahhhhhhhhh
Dilacera.
Ahhhhhhhhh
Vida.
Ahhhhhhhhh
Cronos.
Você está me matando Cronos!
Esta vida dilacera minha alma.
Mar de mim
Me jogo no mar de mim,
descubro-me mais profunda do que pude
ver de profundo todo este tempo.
Sou na verdade um pedaço de Edith Piaf,
uma nota de Janis Joplin, de Maysa, de Laura Pausini,
não, não é cena, é performance,
sou eu ali também.
Você quer sentir um pouco de mim?
coloque aquelas musicas bregas
da época dos bailinhos que sua avó ia,
lá, bem no meio do salão,
pensando no amor que perdi,
estarei eu, dançando...
Estarei eu com meu semblante blasé,
minha maquiagem retrô,
meu cheiro, minha aura, meus mistérios,
meu olhar...
Sinto-me entrar de cabeça no mar de mim,
um mar em que eu afogava os que me amavam
e que hoje sou eu quem mergulho...
Criaturas bizarras das fossas mariana vejo!
Peixinhos a bailar no meu límpido mar,
um navio afundado e cheio de limo vejo.
O que me importa descobrir-se assim profunda,
hoje que não tenho ninguém para amar?
O que me importa ver o sem fim de amor
que mora em meu coração o mais brega possível,
se vou dormir sozinha chorando?
Se não vou querer sair na boemia sem ver seus olhos,
se vou ficar ouvindo músicas para velar minha tristeza,
fumar um cigarro pensando em você,
sentir minha boca fria e seca sem a sua por perto.
Oh sofrimento humano do impalpável,
me dê pé,
me dê pé nesse mar de mim,
onde eu nado, nado e nunca acaba
o amor que sinto,
fica mais profundo.
descubro-me mais profunda do que pude
ver de profundo todo este tempo.
Sou na verdade um pedaço de Edith Piaf,
uma nota de Janis Joplin, de Maysa, de Laura Pausini,
não, não é cena, é performance,
sou eu ali também.
Você quer sentir um pouco de mim?
coloque aquelas musicas bregas
da época dos bailinhos que sua avó ia,
lá, bem no meio do salão,
pensando no amor que perdi,
estarei eu, dançando...
Estarei eu com meu semblante blasé,
minha maquiagem retrô,
meu cheiro, minha aura, meus mistérios,
meu olhar...
Sinto-me entrar de cabeça no mar de mim,
um mar em que eu afogava os que me amavam
e que hoje sou eu quem mergulho...
Criaturas bizarras das fossas mariana vejo!
Peixinhos a bailar no meu límpido mar,
um navio afundado e cheio de limo vejo.
O que me importa descobrir-se assim profunda,
hoje que não tenho ninguém para amar?
O que me importa ver o sem fim de amor
que mora em meu coração o mais brega possível,
se vou dormir sozinha chorando?
Se não vou querer sair na boemia sem ver seus olhos,
se vou ficar ouvindo músicas para velar minha tristeza,
fumar um cigarro pensando em você,
sentir minha boca fria e seca sem a sua por perto.
Oh sofrimento humano do impalpável,
me dê pé,
me dê pé nesse mar de mim,
onde eu nado, nado e nunca acaba
o amor que sinto,
fica mais profundo.
o meu amar...
O mundo vai ficando mais bonito
e minha capacidade de amar mais e além aumenta,
amo a mais pessoas,
amo a mim...
Peguei todo o meu amor por você
e quis dividir pelo mundo, pelas pessoas
para ver se não sobrava nada,
com a esperança de acabar com tudo.
Mas não!
como esperado
quando se fala em amor
quanto mais se dá,
mas multiplica.
E assim, continuo te amando e vivendo
por não saber a utilidade deste amor,
por não entender os mistérios de amar,
por ser errante sim por entre a vida.
Amo-te só
Amo calada,
Amo o mundo todo que me vê feliz
distribuindo o meu amor
e que nem sabe
que no fundo,
o amor que eu dou pra você é o que me faz mais feliz
Sofro, sofro também
sofro mais e além
o pesar de ser só sua
na solidão de te amar,
na solidão de só te querer, sem ver
na solidão escolha minha,
não te culpo
sou mais fiel a tu sozinha
do que junto
não condene
o meu querer.
e minha capacidade de amar mais e além aumenta,
amo a mais pessoas,
amo a mim...
Peguei todo o meu amor por você
e quis dividir pelo mundo, pelas pessoas
para ver se não sobrava nada,
com a esperança de acabar com tudo.
Mas não!
como esperado
quando se fala em amor
quanto mais se dá,
mas multiplica.
E assim, continuo te amando e vivendo
por não saber a utilidade deste amor,
por não entender os mistérios de amar,
por ser errante sim por entre a vida.
Amo-te só
Amo calada,
Amo o mundo todo que me vê feliz
distribuindo o meu amor
e que nem sabe
que no fundo,
o amor que eu dou pra você é o que me faz mais feliz
Sofro, sofro também
sofro mais e além
o pesar de ser só sua
na solidão de te amar,
na solidão de só te querer, sem ver
na solidão escolha minha,
não te culpo
sou mais fiel a tu sozinha
do que junto
não condene
o meu querer.
domingo, 28 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Poema da Felicidade
Hoje o sorriso que estampa meu rosto
é calmo e sublime.
É carniceiro e cruel.
é tudo o que um sorriso pode carregar
e não é nada além de um sorriso.
Hoje as pessoas são mais verdadeiras,
as pessoas são mais cruéis,
as pessoas querem o meu bem,
as pessoas querem o meu mal
Elas querem tudo o que eu acreditar
que querem de mim.
Elas apenas são,
não são nada do que eu acredito que sejam.
Hoje os meus sentimentos são livres e soltos
Muitos deles não tem nomeação,
mas isso não me aflinge.
O nome carrega o peso do significado,
o sentimento sem nome é puro por existir.
Os sentimentos são presentes,
dessignifico os sentimentos passados,
me livro de lixos emocinais
criados pela mente infantil e primitiva.
O mundo se inclina a mim
e eu me inclino ao mundo com respeito.
Tudo o que ele me oferece virou nada e é nada,
momento do zero, momento do começo...
Tomo o poder que é meu nas minhas mãos,
o poder de não ser somente um grão de areia
um cordeirinho de um ser superior,
mas um ser digno de criar sua própria realidade como quiser
e eu escolho ser feliz.
(esse escrito tem limitações do social... como ser feliz no meio de uma guerra civil, passando fome ou frio? Há dados da realidade empírica que não dependem de mim... frio e fome não são psicologicos, apenas são; apenas sentimos e é desagradável... Isso o que eu escrevi, serve para mentes burguesas, que apesar de não passar pelos intemperes da vida, reclamam e criam lixos para as suas vidas, criam fome, criam frio, criam tudo de ruim, mesmo nao passando por isso...
O ser humano necessita sentir frio e fome mesmo nao sentindo concreta e fisicamente?
Me parece que há dois conflitos, conflitos diferentes as duas classes economicas... os concretos e os abstratos, às classes baixas e altas... como o ser humano se livra do sofrer? Buda já se fez essa pergunta a 6.000 anos atrás...
Porque o ser humano cria sofrimento a si e diz que sofre tanto?
Porque as pessoas se sentem doentes sem estar?)
é calmo e sublime.
É carniceiro e cruel.
é tudo o que um sorriso pode carregar
e não é nada além de um sorriso.
Hoje as pessoas são mais verdadeiras,
as pessoas são mais cruéis,
as pessoas querem o meu bem,
as pessoas querem o meu mal
Elas querem tudo o que eu acreditar
que querem de mim.
Elas apenas são,
não são nada do que eu acredito que sejam.
Hoje os meus sentimentos são livres e soltos
Muitos deles não tem nomeação,
mas isso não me aflinge.
O nome carrega o peso do significado,
o sentimento sem nome é puro por existir.
Os sentimentos são presentes,
dessignifico os sentimentos passados,
me livro de lixos emocinais
criados pela mente infantil e primitiva.
O mundo se inclina a mim
e eu me inclino ao mundo com respeito.
Tudo o que ele me oferece virou nada e é nada,
momento do zero, momento do começo...
Tomo o poder que é meu nas minhas mãos,
o poder de não ser somente um grão de areia
um cordeirinho de um ser superior,
mas um ser digno de criar sua própria realidade como quiser
e eu escolho ser feliz.
(esse escrito tem limitações do social... como ser feliz no meio de uma guerra civil, passando fome ou frio? Há dados da realidade empírica que não dependem de mim... frio e fome não são psicologicos, apenas são; apenas sentimos e é desagradável... Isso o que eu escrevi, serve para mentes burguesas, que apesar de não passar pelos intemperes da vida, reclamam e criam lixos para as suas vidas, criam fome, criam frio, criam tudo de ruim, mesmo nao passando por isso...
O ser humano necessita sentir frio e fome mesmo nao sentindo concreta e fisicamente?
Me parece que há dois conflitos, conflitos diferentes as duas classes economicas... os concretos e os abstratos, às classes baixas e altas... como o ser humano se livra do sofrer? Buda já se fez essa pergunta a 6.000 anos atrás...
Porque o ser humano cria sofrimento a si e diz que sofre tanto?
Porque as pessoas se sentem doentes sem estar?)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Erro grAMAtical
Não me faça chorar por meus atos a você
choro por mim mesma
pelas minhas fraquezas
choro pelo negro que coloco para fora
choro pelas angustias humananas
as angústias burguesas.
O que é um burguês antes de inventarem a palavra burguês?
Um nada!
Não me diga você que não sabe que eu te amo e sempre te amei
e que isso tudo é uma mentira.
Não diga você que eu errei a gramática e a concordância
do período anterior.
Você sabe... você sabe e por isso faz sofrer
senão não o faria.
O homem só faz sofrer quando sabe
o homem é cruel no seu direito de ser
somente no direito e espaço de ser cruel
de matar e ohar a presa cair
do prazer de ver a dor tão próxima.
Até que as energias acabam
e a presa vira abate
e o abate vira alimento
e o alimento vira fezes
num piscar de olhos
tão rápido quanto efêmero.
choro por mim mesma
pelas minhas fraquezas
choro pelo negro que coloco para fora
choro pelas angustias humananas
as angústias burguesas.
O que é um burguês antes de inventarem a palavra burguês?
Um nada!
Não me diga você que não sabe que eu te amo e sempre te amei
e que isso tudo é uma mentira.
Não diga você que eu errei a gramática e a concordância
do período anterior.
Você sabe... você sabe e por isso faz sofrer
senão não o faria.
O homem só faz sofrer quando sabe
o homem é cruel no seu direito de ser
somente no direito e espaço de ser cruel
de matar e ohar a presa cair
do prazer de ver a dor tão próxima.
Até que as energias acabam
e a presa vira abate
e o abate vira alimento
e o alimento vira fezes
num piscar de olhos
tão rápido quanto efêmero.
Humana, bicho, mulher, louca, normal, anormal, binormal, dinormal... etc
Por que? por que? por que?
Por que preciso? Por que rastejo?
Por que a necessidade dele?
Não sei, e nao titubeio a vontade de dizer nao sei,
porque simplesmente nao sei.
E me permetir assim dize-lo
numa sociedade dos que sabem tudo
é o máximo!
é o maximo não saber algo e se permetir nao saber.
Eu nao sei tudo... e você?
Também não!
Nunca saberemos e isso compartilhamos
compartilhamos a razão de sermos seres pensantes
racionais
que querem tudo saber, mas que sabem uma fração do mundo.
Eu escondo minhas angustias dentro do meu quarto
e embaixo do chuveiro, e você?
Também!
Somos tão iguais, você não acha?
eu falo muito mais o que penso
encaro muito mais os meus medos quando estou bêbada...
por isso escrever algo tão íntimo estando bêbada,
não há o meu julgamento do mim,
não há nada além do que sou
não tenho vergonha.
Quiçá fossemos assim todas as horas do dia,
seriamos mortos ou trancafiados num sanatório.
Seriamos espulsos da comuna...
Nada mudou desde a idade média,
não sei se você também percebeu isso...
Eu vi, eu rio disso,
rio do povo que acha que isso é democracia,
eu rio dos que acham isso igual...
eu rio, na verdade, disso, e nao do povo.
O povo sou eu
Eu sou o polvo e todos os seus braços e pernas
Sou o povo e todas as suas cabeças
que acham que a MINHA não é a dele.
Eu sou sim...
Não venha você querendo fazer com que eu me ache louca
por não ser você!
Eu sou eu, e se eu for a normal e você a louca?
E se nada disso tiver uma definição?
É isso meu irmão,
eu sou você,
você sou eu
e não precisa se envergonhar...
O mundo é livre.
Por que preciso? Por que rastejo?
Por que a necessidade dele?
Não sei, e nao titubeio a vontade de dizer nao sei,
porque simplesmente nao sei.
E me permetir assim dize-lo
numa sociedade dos que sabem tudo
é o máximo!
é o maximo não saber algo e se permetir nao saber.
Eu nao sei tudo... e você?
Também não!
Nunca saberemos e isso compartilhamos
compartilhamos a razão de sermos seres pensantes
racionais
que querem tudo saber, mas que sabem uma fração do mundo.
Eu escondo minhas angustias dentro do meu quarto
e embaixo do chuveiro, e você?
Também!
Somos tão iguais, você não acha?
eu falo muito mais o que penso
encaro muito mais os meus medos quando estou bêbada...
por isso escrever algo tão íntimo estando bêbada,
não há o meu julgamento do mim,
não há nada além do que sou
não tenho vergonha.
Quiçá fossemos assim todas as horas do dia,
seriamos mortos ou trancafiados num sanatório.
Seriamos espulsos da comuna...
Nada mudou desde a idade média,
não sei se você também percebeu isso...
Eu vi, eu rio disso,
rio do povo que acha que isso é democracia,
eu rio dos que acham isso igual...
eu rio, na verdade, disso, e nao do povo.
O povo sou eu
Eu sou o polvo e todos os seus braços e pernas
Sou o povo e todas as suas cabeças
que acham que a MINHA não é a dele.
Eu sou sim...
Não venha você querendo fazer com que eu me ache louca
por não ser você!
Eu sou eu, e se eu for a normal e você a louca?
E se nada disso tiver uma definição?
É isso meu irmão,
eu sou você,
você sou eu
e não precisa se envergonhar...
O mundo é livre.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Tarô: O louco
Carta 0 e um cachorro cheira a minha bunda
com a calça rasgada sem olhar para trás, vou...
apenas vou sem saber para onde,
sem saber para que, o que me espera no final
sem objetivo, sem rumo.
Vou com o que dá para carregar,
e que sobrar eu deixou
o que sobrar eu dou.
Seguindo a estrela que achar mais bonita
Conversando com quem cruzar meu caminho
ser feliz mesmo sendo sozinho.
Assim sou louco,
assim começo e termino
assim percebo que todos voltam de onde vieram.
Mas porque percorrer todo o caminho
se no fim voltarei para onde vim?
Qual a razão de ir pra frente se no fim retorno ao princípio?
Vou porque quero, porque sou curioso,
porque quero saber como vou preencher o meio.
Apenas caminho...
Carta 22.
piccola dolore
Isso dói tanto
e essa dor não passa
isso o que aconteceu...
Há duas lágrimas paradas
uma em cada olho meu
espremo os olhos
mas elas não caem não.
Talvez não queiram cair
talvez não queira chorar
mas elas brotaram
e escorrem len-ta-men-te.
A dor sublimemente calma
é como o roxo no braço
se apertar dói
mas é uma dor gostosa...
É aquela dor
que só dói
quando aperta
e só aperta
quando a gente quer
É aquela dor
que apreciamos curiosos
seu doer
Uma dor que você escolhe apertar
mas não escolhe sentir.
Uma dor que chora baixinho
que sente mansinho
que logo vai dormir.
e essa dor não passa
isso o que aconteceu...
Há duas lágrimas paradas
uma em cada olho meu
espremo os olhos
mas elas não caem não.
Talvez não queiram cair
talvez não queira chorar
mas elas brotaram
e escorrem len-ta-men-te.
A dor sublimemente calma
é como o roxo no braço
se apertar dói
mas é uma dor gostosa...
É aquela dor
que só dói
quando aperta
e só aperta
quando a gente quer
É aquela dor
que apreciamos curiosos
seu doer
Uma dor que você escolhe apertar
mas não escolhe sentir.
Uma dor que chora baixinho
que sente mansinho
que logo vai dormir.
Engraçamento
Apaixonar-se...
Se entregar a paixão sem ter fim,
sentir-se embebida nesse líquido
tão doce quanto amargo
que sacia e dá sede...
Não, não quero escrever sobre o amor não,
nenhuma palavra consegue expressá-lo.
Amor não!
Encantamento, apaixonamento, engraçamento...
todos esses "mento" que dizemos.
Sua figura me trás um não-sei-o-que que faz sorrir
Vê-la me faz sentir um frio no ventre que sobre até o peito.
A conversa que se deu foi autentica, leve,
ficaria conversando por horas e horas e horas...
Nem sei se as coisas do meu corpo
serão sentidas no meu corpo com seu corpo.
Não sei absolutamente nada, nem mesmo sei
se da próxima vez será assim ou irá passar como o vento.
Não sei nem idealizo nada do futuro,
só o engraçamento que sinto agora me leva...
Eu gosto dele, sei lá por quê
porque é ele
e porque sou eu,
se fosse outro e eu
ou se fosse ele e outra
poderia não ser.
Se entregar a paixão sem ter fim,
sentir-se embebida nesse líquido
tão doce quanto amargo
que sacia e dá sede...
Não, não quero escrever sobre o amor não,
nenhuma palavra consegue expressá-lo.
Amor não!
Encantamento, apaixonamento, engraçamento...
todos esses "mento" que dizemos.
Sua figura me trás um não-sei-o-que que faz sorrir
Vê-la me faz sentir um frio no ventre que sobre até o peito.
A conversa que se deu foi autentica, leve,
ficaria conversando por horas e horas e horas...
Nem sei se as coisas do meu corpo
serão sentidas no meu corpo com seu corpo.
Não sei absolutamente nada, nem mesmo sei
se da próxima vez será assim ou irá passar como o vento.
Não sei nem idealizo nada do futuro,
só o engraçamento que sinto agora me leva...
Eu gosto dele, sei lá por quê
porque é ele
e porque sou eu,
se fosse outro e eu
ou se fosse ele e outra
poderia não ser.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
[Ainda sem título]
Requer tempo
para que o fogo
somente nos dê prazer,
somente nos aqueça do frio.
Se queres sempre mais e mais,
é inevitável queimar-se,
tornar-se negro por fuligem
e viver a dor.
Somente o tempo,
o paciente e sábio tempo,
para nos mostrar que há
de se aprazer sem queimar.
para que o fogo
somente nos dê prazer,
somente nos aqueça do frio.
Se queres sempre mais e mais,
é inevitável queimar-se,
tornar-se negro por fuligem
e viver a dor.
Somente o tempo,
o paciente e sábio tempo,
para nos mostrar que há
de se aprazer sem queimar.
sábado, 16 de julho de 2011
A des-culpa
Meditando sobre o amor penso coisas...
mas só penso nos erros.
Não é tão fácil perceber os acertos,
ainda mais quem acha que só erra,
quem tem culpa,
culpa que deveras sabe de onde vêm...
Pobre humano errante!
Não cair no medo da vaidade
por culpa de estar cometendo um dos 7 pecados
nos ajuda na busca da liberdade interior.
Porque ter medo de ter errado?
Porque ter medo de se achar lindo?
Só por causa daquele dia?
Só por causa daquela espinha?
Nossas belezas suportam nossos erros.
O pior defeito, a pior prisão - e por isso defeito -
é a culpa, é o sentir-se culpado na vida...
Quanto maior a culpa, maior o medo,
e o medo, como se sabe, paraliza,
e a paralização seguida estaguina,
e a estagnação apodrece e fede.
E morrer com uma alma podre e fétida,
deve ser a maior tristeza dessa vida.
mas só penso nos erros.
Não é tão fácil perceber os acertos,
ainda mais quem acha que só erra,
quem tem culpa,
culpa que deveras sabe de onde vêm...
Pobre humano errante!
Não cair no medo da vaidade
por culpa de estar cometendo um dos 7 pecados
nos ajuda na busca da liberdade interior.
Porque ter medo de ter errado?
Porque ter medo de se achar lindo?
Só por causa daquele dia?
Só por causa daquela espinha?
Nossas belezas suportam nossos erros.
O pior defeito, a pior prisão - e por isso defeito -
é a culpa, é o sentir-se culpado na vida...
Quanto maior a culpa, maior o medo,
e o medo, como se sabe, paraliza,
e a paralização seguida estaguina,
e a estagnação apodrece e fede.
E morrer com uma alma podre e fétida,
deve ser a maior tristeza dessa vida.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Mulher de tempos
Sou uma mulher de tempos...
há tempos de sair,
tempos de entrar.
há tempos de exibir,
tempos de esconder.
São apenas tempos,
nada é fixo,
os nervos trabalham
e não suportam polaridades estáticas,
é pulso
é refluxo,
é vida que pulsa e escorre o sangue nas veias entupidas
com a gordura da batata que comemos no Mc Donald's,
mas mesmo assim a vida continua,
e se vai
e pulsa
e refluxa continuamente...
Sou uma mulher de tempos
e agora é tempo de ser triste.
Mas amanhã,
amanhã é outro tempo...
há tempos de sair,
tempos de entrar.
há tempos de exibir,
tempos de esconder.
São apenas tempos,
nada é fixo,
os nervos trabalham
e não suportam polaridades estáticas,
é pulso
é refluxo,
é vida que pulsa e escorre o sangue nas veias entupidas
com a gordura da batata que comemos no Mc Donald's,
mas mesmo assim a vida continua,
e se vai
e pulsa
e refluxa continuamente...
Sou uma mulher de tempos
e agora é tempo de ser triste.
Mas amanhã,
amanhã é outro tempo...
Pulsar
Meu coração pulsa vermelho
pulsa azul
pulsa amarelo,
mas nao interprete o meu modo de pulsar.
pulsa o corpo
pulsa a cor
a vida
e o formigueiro,
e eu me vou
com meu modo de pensar.
pulsa azul
pulsa amarelo,
mas nao interprete o meu modo de pulsar.
pulsa o corpo
pulsa a cor
a vida
e o formigueiro,
e eu me vou
com meu modo de pensar.
domingo, 10 de julho de 2011
Características minhas e dos cupins!
Após descobrir meu animal de poder (nunca achei que conseguiria), comecei a exatamente 10 minutos a pesquisar sobre esse animal e já me identifiquei muito com ele. No wikipédia mesmo posso selecionar algumas coisas:
- "Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio"
-"Sofrem uma metamorfose gradual"
-"Todos os cupins são eussociais:eussocial é conferido aos animais que apresentam as sociedades mais complexas, ou seja, aqueles que compartilham três características: uma sobreposição de gerações em um mesmo ninho, o cuidado cooperativo com a prole, e uma divisão de tarefas (reprodutores e operárias)"
-"Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia."
-"A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia."
O sentido oculto em cada afirmação faz parte do meu self e do meu padrão de comportamento mais instintivo e animal, a minha desgraça e a minha salvação, a minha ruína e a minha criação...
- "Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio"
-"Sofrem uma metamorfose gradual"
-"Todos os cupins são eussociais:eussocial é conferido aos animais que apresentam as sociedades mais complexas, ou seja, aqueles que compartilham três características: uma sobreposição de gerações em um mesmo ninho, o cuidado cooperativo com a prole, e uma divisão de tarefas (reprodutores e operárias)"
-"Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia."
-"A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia."
O sentido oculto em cada afirmação faz parte do meu self e do meu padrão de comportamento mais instintivo e animal, a minha desgraça e a minha salvação, a minha ruína e a minha criação...
sábado, 9 de julho de 2011
O dia em que (re)comecei a viver
Bom, isso não é um texto como os que eu escrevo sempre, esse é um texto comum, uma realidade externa, sem rima, sem construção, sem nada de literário. Ele trata apenas de relatar e marcar o dia de hoje como sendo um dos mais importantes da minha vida.
O que aconteceu por fora, não foi nada de espetacular, mas o que ocorreu por dentro, foi e está sendo maravilhoso. Sinto minha alma pulsar como um grande coração, religada a mim e a tudo o que eu sou a eras e eras. Descobri que sou além dessa vida mediocre cheia de paixões que me entristecem e eu não entendo o porquê. Me senti completa, íntegra, verdadeira, livre, tímida e alegremente Eu! No mais alto sentido de inteireza.
Me senti além dessa vida, que não me deu boas vindas na chegada, mas que é só um pedaço dessa minha grande vida, que vai além de tudo isso. Me sinto com séculos de idade, com diferentes línguas na cabeça, com várias chaves na mão para abrir as portas que me cerram dentro dos meus limites.
Hoje eu tive variadas sensações, muitas inexplicáveis e outras que seriam dispensável que outra pessoa além de mim soubesse... Não sei o que há, mas me sinto mais Eu, como se eu nunca tivesse aparecido a mim, como se uma face antes escondida tivesse sobreposto uma outra que não me era confortável viver, que não era eu. Ainda me sinto estranha por isso, mas o encantamento desse momento se sobrepõe a tudo.
Não acreditava que pudesse haver desligamento da alma à vida para que fosse preciso uma religião para religá-la, a alma sempre tem vida, porém não sabia que a vida pode não ter alma, e , é exatamente isso que trás a infelicidade, o descontentamento e a sensação de desconforto dentro da própria casca. Você sabe que a vida não é só isso (uma incessante busca por coisas e pessoas que não fazem sentido), mas não sabe o que ela é até que sua alma se ligue ao seu eu e se dissolva nos outros em abraços.
(após o primeiro dia da Confraria Brasileira de Tarô... vivência xamânica druida, oficina artística para construir arcanos e uso de cristais e ervas para curas a partir do tarô)
O que aconteceu por fora, não foi nada de espetacular, mas o que ocorreu por dentro, foi e está sendo maravilhoso. Sinto minha alma pulsar como um grande coração, religada a mim e a tudo o que eu sou a eras e eras. Descobri que sou além dessa vida mediocre cheia de paixões que me entristecem e eu não entendo o porquê. Me senti completa, íntegra, verdadeira, livre, tímida e alegremente Eu! No mais alto sentido de inteireza.
Me senti além dessa vida, que não me deu boas vindas na chegada, mas que é só um pedaço dessa minha grande vida, que vai além de tudo isso. Me sinto com séculos de idade, com diferentes línguas na cabeça, com várias chaves na mão para abrir as portas que me cerram dentro dos meus limites.
Hoje eu tive variadas sensações, muitas inexplicáveis e outras que seriam dispensável que outra pessoa além de mim soubesse... Não sei o que há, mas me sinto mais Eu, como se eu nunca tivesse aparecido a mim, como se uma face antes escondida tivesse sobreposto uma outra que não me era confortável viver, que não era eu. Ainda me sinto estranha por isso, mas o encantamento desse momento se sobrepõe a tudo.
Não acreditava que pudesse haver desligamento da alma à vida para que fosse preciso uma religião para religá-la, a alma sempre tem vida, porém não sabia que a vida pode não ter alma, e , é exatamente isso que trás a infelicidade, o descontentamento e a sensação de desconforto dentro da própria casca. Você sabe que a vida não é só isso (uma incessante busca por coisas e pessoas que não fazem sentido), mas não sabe o que ela é até que sua alma se ligue ao seu eu e se dissolva nos outros em abraços.
(após o primeiro dia da Confraria Brasileira de Tarô... vivência xamânica druida, oficina artística para construir arcanos e uso de cristais e ervas para curas a partir do tarô)
sábado, 2 de julho de 2011
Entrevista Abujamra e Ariano Suassuna
-Naquela época você tinha medo de viajar de avião, daí eu perguntei assim: por quê?
Aí você me disse:
-O avião pode cair num buraco.
-Peraí o carro também pode cair! - disse eu.
Aí você falou:
-Não, mas o buraco do avião acompanha sempre o avião.
Aí você me disse:
-O avião pode cair num buraco.
-Peraí o carro também pode cair! - disse eu.
Aí você falou:
-Não, mas o buraco do avião acompanha sempre o avião.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Anti-transposição (soneto inacabado)
Estava indo em direção a um rio sem mar,
um rio que alguém mudou o percurso e iria secar.
Um processo que se acha certo,
mas a verdade é que não existe certo
e eu ia naufragar...
Não sofrer não é não chorar.
"O ciúme é o perfume do amor."
Vinicius de Moraes - Medo de Amar
[Preciso de 2 estrofes de 4 linhas para iniciar esse soneto...
Um Raul Seixas precisa de um Paulo coelho,
assim como um John Lennon precisa de um Paul McCartney,
assim como Vinicius de Tom Jobim...
assim como Mirella...]
um rio que alguém mudou o percurso e iria secar.
Um processo que se acha certo,
mas a verdade é que não existe certo
e eu ia naufragar...
Não sofrer não é não chorar.
"O ciúme é o perfume do amor."
Vinicius de Moraes - Medo de Amar
[Preciso de 2 estrofes de 4 linhas para iniciar esse soneto...
Um Raul Seixas precisa de um Paulo coelho,
assim como um John Lennon precisa de um Paul McCartney,
assim como Vinicius de Tom Jobim...
assim como Mirella...]
domingo, 26 de junho de 2011
A linguagem do coração
Estava procurando a resposta no lugar errado.
O cérebro não fala a mesma língua do coração.
A língua do coração na verdade não fala,
se comunica por telepatia com a nossa alma.
O cérebro não fala a mesma língua do coração.
A língua do coração na verdade não fala,
se comunica por telepatia com a nossa alma.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Saudade e nossa humanidade
Saudade?
Que é isso?
Não existe essa palavra em meu vocabulário úngaro.
Mas no dicionário da minha alma,
existem sinônimos, trinônimos e binômios
dessa palavra.
Escritos assim
nada timidamente,
em itálico, negrito e sublinhado...
piscando até.
"Chega de saudade
a verdade
é que
sem ele não pode ser".
Ah, pode...
Pode até ser...
São nesses momentos
que nos sentimos seres humanos de verdade,
nesses momentos vemos que somos além...
Além do corpo,
Além das palavras ditas,
além das feridas,
além de tudo o que imaginávamos
que podíamos ser.
Que é isso?
Não existe essa palavra em meu vocabulário úngaro.
Mas no dicionário da minha alma,
existem sinônimos, trinônimos e binômios
dessa palavra.
Escritos assim
nada timidamente,
em itálico, negrito e sublinhado...
piscando até.
"Chega de saudade
a verdade
é que
sem ele não pode ser".
Ah, pode...
Pode até ser...
São nesses momentos
que nos sentimos seres humanos de verdade,
nesses momentos vemos que somos além...
Além do corpo,
Além das palavras ditas,
além das feridas,
além de tudo o que imaginávamos
que podíamos ser.
Sou impulsiva
O que posso fazer, oh Deus, se sou impulsiva?
Se quebro tudo pela frente, fora e dentro, do outro;
Se queimo tudo e transformo em cinzas, o que não é fênix, como eu;
Se não tolero o amargo como tolero o azedo, sem medo;
O que fazer de mim?
O que fazer se depois dos meus atos súbitos, me arrependo,
e mesmo depois de me arrepender tenho orgulho de o dizer?
O que faço com esta pobre alma, esta criança que vive dentro de mim,
que vive a fúria do presente que as lágrimas lavam no futuro
e tudo esquece?
Não sei se sou eu quem muda ou se o que muda é o modo como eu me vejo,
aposto na segunda opção ao escrever o que agora escrevo.
Dizer que me arrependo e que não sei dizer que me arrependo
já é em realidade uma forma de pedir perdão,
e dizer assim, sutilmente, é ser eu.
e pedir perdão é ser humano, mas ainda do que errar.
Se quebro tudo pela frente, fora e dentro, do outro;
Se queimo tudo e transformo em cinzas, o que não é fênix, como eu;
Se não tolero o amargo como tolero o azedo, sem medo;
O que fazer de mim?
O que fazer se depois dos meus atos súbitos, me arrependo,
e mesmo depois de me arrepender tenho orgulho de o dizer?
O que faço com esta pobre alma, esta criança que vive dentro de mim,
que vive a fúria do presente que as lágrimas lavam no futuro
e tudo esquece?
Não sei se sou eu quem muda ou se o que muda é o modo como eu me vejo,
aposto na segunda opção ao escrever o que agora escrevo.
Dizer que me arrependo e que não sei dizer que me arrependo
já é em realidade uma forma de pedir perdão,
e dizer assim, sutilmente, é ser eu.
e pedir perdão é ser humano, mas ainda do que errar.
Tenho plutão na casa III...
Nesse setor, o trabalho sutil e oculto de Plutão afeta a mente e o sistema nervoso, assim como, em geral, tudo aquilo que entendemos por comunicação. A ambivalência do planeta, unida à clássica dualidade desse setor, provoca mudanças drásticas nas atitudes mentais do indivíduo.
Plutão obriga a pessoa a penetrar nas regiões mais obscuras da mente e a transcender intensamente o habitual, coisas que lhe conferem uma maneira de pensar singular, às vezes genial e quase sempre obsessiva. Presença de intensos torvelinhos mentais e tendência à depressão e a pensamentos negativos.
Nesse setor, é muito poderosa a tendência plutoniana de tornar consciente tudo o que é inconsciente. Essa compulsão de mergulhar no oculto de si mesmo e dos outros, de revelar o que descobriu, condena, de modo geral, o indivíduo a experimentar uma constante insatisfação mental, decorrente da dificuldade de tentar comunicar aos outros essas impressões e percepções profundas e, além disso, de faze-lo no mesmo nível de profundidade no qual esse indivíduo atua.
Para seu equilíbrio nervoso, deve comunicar-se com as outras pessoas e, se não pode fazê-lo de forma comum, deve tentá-lo por meio da escrita ou de qualquer outro meio. Necessita expressar seus sentimentos para poder eliminá-los de sua memória.
por Puigross
Plutão obriga a pessoa a penetrar nas regiões mais obscuras da mente e a transcender intensamente o habitual, coisas que lhe conferem uma maneira de pensar singular, às vezes genial e quase sempre obsessiva. Presença de intensos torvelinhos mentais e tendência à depressão e a pensamentos negativos.
Nesse setor, é muito poderosa a tendência plutoniana de tornar consciente tudo o que é inconsciente. Essa compulsão de mergulhar no oculto de si mesmo e dos outros, de revelar o que descobriu, condena, de modo geral, o indivíduo a experimentar uma constante insatisfação mental, decorrente da dificuldade de tentar comunicar aos outros essas impressões e percepções profundas e, além disso, de faze-lo no mesmo nível de profundidade no qual esse indivíduo atua.
Para seu equilíbrio nervoso, deve comunicar-se com as outras pessoas e, se não pode fazê-lo de forma comum, deve tentá-lo por meio da escrita ou de qualquer outro meio. Necessita expressar seus sentimentos para poder eliminá-los de sua memória.
por Puigross
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Forasteira cabocla
Sou forasteira de mim
fujo daquilo que é meu.
somos maiores e sabemos,
que somos melhores do que queremos,
mas mesmo assim, fugindo, reprimindo
explode.
Um dia explode
e não se pode fazer nada
além de aceitar o inferno no paraíso
de saber ser você
com tudo o que tem dentro
com tanto sentimento
sem saber o porquê.
fujo daquilo que é meu.
somos maiores e sabemos,
que somos melhores do que queremos,
mas mesmo assim, fugindo, reprimindo
explode.
Um dia explode
e não se pode fazer nada
além de aceitar o inferno no paraíso
de saber ser você
com tudo o que tem dentro
com tanto sentimento
sem saber o porquê.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Vale a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar "across the university"
Tem que passar "across the instability"
Paródia do poema "Mar Português" de Fernando Pessoa inspirado numa pérola genial de Renata Cordone.
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar "across the university"
Tem que passar "across the instability"
Paródia do poema "Mar Português" de Fernando Pessoa inspirado numa pérola genial de Renata Cordone.
sábado, 18 de junho de 2011
Olhos lagrimejantes
Após ler um pequeno conto de Clarice Lispector renasci,
Não sou mais a mesma que leu,
não sou mais a mesma que existia antes de ler,
só sou eu agora, morta e renascida...
A 5 minutos atrás, eu era outra,
completamente diferente,
não outra parecida, outra similar,
era algo inexoravelmente diferente,
não era o que sou agora.
Pode ser que no momento em que você estiver lendo,
eu continue a ser a mesma,
pois mudei em 5 minutos o suficiente
para mudar em uma vida...
aprendi em 5 minutos o que se aprenderia em 50...
tudo continha na cabeça da agulha,
na fissão do núcleo atômico que explodi
e contamina quilômetros de distância...
Se espalhou como mágica,
tudo apareceu na minha frente,
a minha vida, os meus erros,
vi-os encarnados, mortos e renascidos...
Tristeza e felicidade invadiram
concomitante e subitamente a minha alma,
meus olhos lagrimejaram sorrindo,
então olhei no espelho e vi meu rosto,
que também não era mais o mesmo.
Não sei quem sou agora,
mas o prazer de conhecer esta nova figura
me atiça, me alegra, me envolve...
Quem é você?
O que tem a me ensinar, a me mostrar?
Com que olhos você enxerga a vida?
Será que seremos felizes assim?
Não escolhi morrer e nascer neste momento,
simplesmente o foi.
E se eu morrer subitamente amanha outra vez sem nem ter me conhecido de novo?
Se for, foi, já vivi o suficiente para nao exagerar nas expectativas...
Ah, que maçada! Deixa eu deixar a hipocrisia de lado!
Que sabedoria de vida que nada, isto é muito demodê.
Se eu morrer de novo antes de conhecer meu novo ser
ficarei decepcionada, estou tão animada por me conhecer,
que ficaria triste de nem ter conhecido-me bem e
já ter de despedir-me para conhecer outra...
Até porque há sempre um abismo entre uma e outra,
às vezes longo, às vezes breve,
mas há.
E não é nada agradável,
não sinto brisas no rosto,
somente o fundo do poço.
Não sou mais a mesma que leu,
não sou mais a mesma que existia antes de ler,
só sou eu agora, morta e renascida...
A 5 minutos atrás, eu era outra,
completamente diferente,
não outra parecida, outra similar,
era algo inexoravelmente diferente,
não era o que sou agora.
Pode ser que no momento em que você estiver lendo,
eu continue a ser a mesma,
pois mudei em 5 minutos o suficiente
para mudar em uma vida...
aprendi em 5 minutos o que se aprenderia em 50...
tudo continha na cabeça da agulha,
na fissão do núcleo atômico que explodi
e contamina quilômetros de distância...
Se espalhou como mágica,
tudo apareceu na minha frente,
a minha vida, os meus erros,
vi-os encarnados, mortos e renascidos...
Tristeza e felicidade invadiram
concomitante e subitamente a minha alma,
meus olhos lagrimejaram sorrindo,
então olhei no espelho e vi meu rosto,
que também não era mais o mesmo.
Não sei quem sou agora,
mas o prazer de conhecer esta nova figura
me atiça, me alegra, me envolve...
Quem é você?
O que tem a me ensinar, a me mostrar?
Com que olhos você enxerga a vida?
Será que seremos felizes assim?
Não escolhi morrer e nascer neste momento,
simplesmente o foi.
E se eu morrer subitamente amanha outra vez sem nem ter me conhecido de novo?
Se for, foi, já vivi o suficiente para nao exagerar nas expectativas...
Ah, que maçada! Deixa eu deixar a hipocrisia de lado!
Que sabedoria de vida que nada, isto é muito demodê.
Se eu morrer de novo antes de conhecer meu novo ser
ficarei decepcionada, estou tão animada por me conhecer,
que ficaria triste de nem ter conhecido-me bem e
já ter de despedir-me para conhecer outra...
Até porque há sempre um abismo entre uma e outra,
às vezes longo, às vezes breve,
mas há.
E não é nada agradável,
não sinto brisas no rosto,
somente o fundo do poço.
Apaixonei-me
Uma paixão súbita e lenta,
ando sentindo esses dias.
Não conseguia achar o destinatário,
não podia, pois não olhava para dentro...
Olhava no espelho e também não via,
não está mesmo fora, está dentro,
apaixonei-me por mim...
Narciso fez a mesma coisa
e isso tem conseqüências...
Medo e moral me limitam [raiva]!.
Que mal tem apaixonar-se por si mesmo?
Porque dizem tanto da valorização,
de amarmos-nos primeiro antes de amar alguém
e depois nos falam de Narciso?
O querem que sejamos?
Eternos infelizes que
quando felizes
amedrontados de que nossa felicidade nos arruine?
Que triste vida esta,
eu maledito todas as teorias anteriores,
eu maledito todas as religiões limitantes,
eu maledito tudo o que veio antes e nos amedrota.
Apaixonei-me por mim,
sinto meu coração bater forte,
um frio na barriga,
meus dedos formigarem...
olho no reflexo do vidro após o banho meu corpo,
e admiro, é tão linda a figura que vejo...
e me impressiona o quão comum sou
e minha humilde forma humana se torna linda,
assim como todas as outras figuras humanas
que hoje admiro com os mesmos olhos que admiro a mim.
A beleza da simplicidade é bonita tanto quanto é real,
não existem defeitos!
Meus seios tamanho 42 não são um defeito,
São o que são.
O que está em nossa alma, assim como, é o que é,
não há defeitos em nós.
Me aceito,
me acalmo,
me acalento,
me amo em cada célula,
isto é paz.
ando sentindo esses dias.
Não conseguia achar o destinatário,
não podia, pois não olhava para dentro...
Olhava no espelho e também não via,
não está mesmo fora, está dentro,
apaixonei-me por mim...
Narciso fez a mesma coisa
e isso tem conseqüências...
Medo e moral me limitam [raiva]!.
Que mal tem apaixonar-se por si mesmo?
Porque dizem tanto da valorização,
de amarmos-nos primeiro antes de amar alguém
e depois nos falam de Narciso?
O querem que sejamos?
Eternos infelizes que
quando felizes
amedrontados de que nossa felicidade nos arruine?
Que triste vida esta,
eu maledito todas as teorias anteriores,
eu maledito todas as religiões limitantes,
eu maledito tudo o que veio antes e nos amedrota.
Apaixonei-me por mim,
sinto meu coração bater forte,
um frio na barriga,
meus dedos formigarem...
olho no reflexo do vidro após o banho meu corpo,
e admiro, é tão linda a figura que vejo...
e me impressiona o quão comum sou
e minha humilde forma humana se torna linda,
assim como todas as outras figuras humanas
que hoje admiro com os mesmos olhos que admiro a mim.
A beleza da simplicidade é bonita tanto quanto é real,
não existem defeitos!
Meus seios tamanho 42 não são um defeito,
São o que são.
O que está em nossa alma, assim como, é o que é,
não há defeitos em nós.
Me aceito,
me acalmo,
me acalento,
me amo em cada célula,
isto é paz.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
De onde vem a calma?
Ai meu Deus, porque tão intensa?
Porque tão sensível?
Porque tão briguenta?
Porque tão furiosa?
Porque tão ciumenta?
Porque tanto?
Me dava um tiquinho de cada coisa
e me faria feliz... ou não.
Para que nascer perfeita afinal?
Tenho a vida inteira para me lapidar.
A não ser que eu me afogue em tanta água barrenta
com letras de fogo
escritas pelo Sol.
Em cima do meu rio tem álcool,
uma faísca e a água entra em chamas...
A água fervente do meu estomago me queima,
me faz mal tudo isto em tão grande quantidade.
Porque tão sensível?
Porque tão briguenta?
Porque tão furiosa?
Porque tão ciumenta?
Porque tanto?
Me dava um tiquinho de cada coisa
e me faria feliz... ou não.
Para que nascer perfeita afinal?
Tenho a vida inteira para me lapidar.
A não ser que eu me afogue em tanta água barrenta
com letras de fogo
escritas pelo Sol.
Em cima do meu rio tem álcool,
uma faísca e a água entra em chamas...
A água fervente do meu estomago me queima,
me faz mal tudo isto em tão grande quantidade.
domingo, 12 de junho de 2011
Tempestade
E não é que o dia virou noite
e as luzes se ascenderam a 1 da tarde,
as roupas parecem mais pesadas,
enquanto a tempestade cai.
E não é que as cabeças baixam,
o medo da chuva estampado
e o fardo parece mais pesado
enquanto a tempestade cai.
E não é que o frio fica mais frio,
as pessoas se protegem na pilastra
e a poça molha a todos quando o ônibus passa
enquanto a tempestade cai.
Porém, não é que o céu se torna azul,
os arco-íris se estampam no céu
e dizem até que espanhol se casa
quando a tempestade passa.
[27-01-09]
e as luzes se ascenderam a 1 da tarde,
as roupas parecem mais pesadas,
enquanto a tempestade cai.
E não é que as cabeças baixam,
o medo da chuva estampado
e o fardo parece mais pesado
enquanto a tempestade cai.
E não é que o frio fica mais frio,
as pessoas se protegem na pilastra
e a poça molha a todos quando o ônibus passa
enquanto a tempestade cai.
Porém, não é que o céu se torna azul,
os arco-íris se estampam no céu
e dizem até que espanhol se casa
quando a tempestade passa.
[27-01-09]
sábado, 11 de junho de 2011
Amizade profunda
Era um espirito sim,
falava com ele, sentia ele,
mas quando vi sua forma não o reconheci.
Via, mas não enxergava.
me surpreendi.
À uma amiga...
falava com ele, sentia ele,
mas quando vi sua forma não o reconheci.
Via, mas não enxergava.
me surpreendi.
À uma amiga...
terça-feira, 7 de junho de 2011
il Vuoto
Dói,
essa falta dói na alma,
dor de fazer careta,
de apertar o peito,
de escorrer o pranto.
Saudade é coisa vagabunda,
tira o meu sossego,
luto e reluto por apenas um ponto,
mas no final ele quer três.
Eis minha ferida aberta outra vez.
O fim só é fim e não talvez,
porque essa insistência calada?
as injúrias veladas
e toda a dor?
A vida é simples, eu juro.
Me vejo na prisão do abismo
do silêncio forçado que intimida,
mas continua a telepatia.
Juro também, que não é o que quero,
qual a relutância ao absoluto?
qual é o erro do resoluto?
Devolva meus pertences,
diga adeus...
faça o que eu mando!
Porque se eu mando,
é o melhor que se tem a fazer, a mim.
Por ódio ou por amor que seja.
Mas veja,
de ti eu só quero o fim.
Me liberte, me deixe ir.
Diga que me odeia, que não sou nada
me faça sofrer, mas de verdade,
me faça sofrer por inteiro!
Não em doses homeopáticas.
[retirei o final original]
essa falta dói na alma,
dor de fazer careta,
de apertar o peito,
de escorrer o pranto.
Saudade é coisa vagabunda,
tira o meu sossego,
luto e reluto por apenas um ponto,
mas no final ele quer três.
Eis minha ferida aberta outra vez.
O fim só é fim e não talvez,
porque essa insistência calada?
as injúrias veladas
e toda a dor?
A vida é simples, eu juro.
Me vejo na prisão do abismo
do silêncio forçado que intimida,
mas continua a telepatia.
Juro também, que não é o que quero,
qual a relutância ao absoluto?
qual é o erro do resoluto?
Devolva meus pertences,
diga adeus...
faça o que eu mando!
Porque se eu mando,
é o melhor que se tem a fazer, a mim.
Por ódio ou por amor que seja.
Mas veja,
de ti eu só quero o fim.
Me liberte, me deixe ir.
Diga que me odeia, que não sou nada
me faça sofrer, mas de verdade,
me faça sofrer por inteiro!
Não em doses homeopáticas.
[retirei o final original]
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Pobres poemas poluídos
Pobres poemas pobres que ando escrevendo
sem rimas poéticas, nem ao menos com poéticas,
desabafos poluídos e adolescentes sem refino,
porcarias carregando minhas filosofias.
Eita academia cientifica de bosta,
literatura academica inventada por idiotas,
polui a minha poesia, polui o ver de todos,
um bando de teorias que se sobrepõe sem fim de vezes
e convence mostrar verdade.
Estou no limiar das linguagens,
descubro não dar para ser mais dois,
não sou mais duas,
a inteireza limita ao mesmo tempo...
Penso nos esquizofrênicos, neuróticos,
paranóicos, obsessivos...
vêem a vida de um modo único,
mas querem que vejam como todos.
Vejo a vida de dois ângulos,
o cisado do dois e o inteiro do um,
rico? Talvez, você quem sabe.
Sinto falta das habilidades do outro modo de ver,
mas gosto da simplicidade deste,
apesar de normalizado, domado e simples.
Blasè!
Sou intensa, não me interessa o banal!
Cadê minha criatividade, para onde foi?
Foi-se embora junto com a outra que não há,
quando ouve a conjunção, não se vê mais dois
apenas um.
Quando convergem as vistas vemos em dois.
Quando divergem vêem os camaleões.
Quando foco vejo um pedaço,
e deixo de ver todos os outros milhões.
sem rimas poéticas, nem ao menos com poéticas,
desabafos poluídos e adolescentes sem refino,
porcarias carregando minhas filosofias.
Eita academia cientifica de bosta,
literatura academica inventada por idiotas,
polui a minha poesia, polui o ver de todos,
um bando de teorias que se sobrepõe sem fim de vezes
e convence mostrar verdade.
Estou no limiar das linguagens,
descubro não dar para ser mais dois,
não sou mais duas,
a inteireza limita ao mesmo tempo...
Penso nos esquizofrênicos, neuróticos,
paranóicos, obsessivos...
vêem a vida de um modo único,
mas querem que vejam como todos.
Vejo a vida de dois ângulos,
o cisado do dois e o inteiro do um,
rico? Talvez, você quem sabe.
Sinto falta das habilidades do outro modo de ver,
mas gosto da simplicidade deste,
apesar de normalizado, domado e simples.
Blasè!
Sou intensa, não me interessa o banal!
Cadê minha criatividade, para onde foi?
Foi-se embora junto com a outra que não há,
quando ouve a conjunção, não se vê mais dois
apenas um.
Quando convergem as vistas vemos em dois.
Quando divergem vêem os camaleões.
Quando foco vejo um pedaço,
e deixo de ver todos os outros milhões.
domingo, 5 de junho de 2011
Ser e não ser, eis a resposta.
Mudei de cara,
mudei de casa,
mudei meu status de relacionamento,
minha religião,
minhas opiniões,
minhas amizades,
meu modo de vestir,
meu modo de falar...
...
Onde tudo isto me levará?
Ou melhor, o que me levou a tudo isto?
21 anos,
casa número 11,
o talvez pelo não,
o "um pouco de tudo" pelo único que faz sentido,
metamorfose ambulante,
o joio do trigo,
o certo pelo confortável,
minha voz grave.
Era indefinida em tudo o que (não) era,
andava em circulos em toda a confusão do indefinível.
Hoje a estrada é um fractal,
sei bem das escolhas que tomo,
sou inteira em tudo o que faço.
Expando todo o eu-inteiro pelo mundo,
hoje minha energia não é gasta
a procura de mim,
hoje posso ver o outro,
posso ver o eu no outro,
e também, o outro como ele é.
Tenho energias que se expandem para fora do meu ser,
Luto e sou cruel se for preciso,
Consolo e sou doce quando é necessário,
sou enfim tudo aquilo que escolho.
Dentro de mim há o que eu preciso,
o sutil e o incisivo,
o azul e o vermelho,
o vazio e o cheio,
o 0 e 1,
o ser e o não ser.
Tenho minhas opiniões
e sei brigar ou calar por elas
quando sinto que é preciso.
Tenho meu amor no peito
e sei usá-lo somente para mim,
ou dividí-lo com todos.
Sinto que a partir dessas mudanças
comecei a viver de verdade,
A partir de "não precisar olhar somente para mim" -
pois foi preciso olhar somente para mim por um tempo-
Olhei o mundo e me joguei.
Abri minhas asas...
mas apenas para refrescar o amigo
que sentia calor e estava ao meu lado,
não vou voar e ficar acima dele.
mudei de casa,
mudei meu status de relacionamento,
minha religião,
minhas opiniões,
minhas amizades,
meu modo de vestir,
meu modo de falar...
...
Onde tudo isto me levará?
Ou melhor, o que me levou a tudo isto?
21 anos,
casa número 11,
o talvez pelo não,
o "um pouco de tudo" pelo único que faz sentido,
metamorfose ambulante,
o joio do trigo,
o certo pelo confortável,
minha voz grave.
Era indefinida em tudo o que (não) era,
andava em circulos em toda a confusão do indefinível.
Hoje a estrada é um fractal,
sei bem das escolhas que tomo,
sou inteira em tudo o que faço.
Expando todo o eu-inteiro pelo mundo,
hoje minha energia não é gasta
a procura de mim,
hoje posso ver o outro,
posso ver o eu no outro,
e também, o outro como ele é.
Tenho energias que se expandem para fora do meu ser,
Luto e sou cruel se for preciso,
Consolo e sou doce quando é necessário,
sou enfim tudo aquilo que escolho.
Dentro de mim há o que eu preciso,
o sutil e o incisivo,
o azul e o vermelho,
o vazio e o cheio,
o 0 e 1,
o ser e o não ser.
Tenho minhas opiniões
e sei brigar ou calar por elas
quando sinto que é preciso.
Tenho meu amor no peito
e sei usá-lo somente para mim,
ou dividí-lo com todos.
Sinto que a partir dessas mudanças
comecei a viver de verdade,
A partir de "não precisar olhar somente para mim" -
pois foi preciso olhar somente para mim por um tempo-
Olhei o mundo e me joguei.
Abri minhas asas...
mas apenas para refrescar o amigo
que sentia calor e estava ao meu lado,
não vou voar e ficar acima dele.
terça-feira, 31 de maio de 2011
AFCR
... non è mai la stessa persona che è partita.
non...
non è mai.
(após um forte choque de realidade)
non...
non è mai.
(após um forte choque de realidade)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Sobre Amar certo e Amar errado
Ama errado quem não assume o amor que sente.
Ama errado quem não fala o que te aflinge e te incomoda em seu amor.
Ama errado quem não diz eu te amo quando tem vontade.
Ama errado quem ama pensando que terá a pessoa para sempre.
Ama errado quem diz coisas duras para o seu amor e não pede desculpas.
Ama errado, enfim, quem deixa a chama se apagar de tanto medo de amar.
O amor dá medo quanto maior é,
pois sabemos a força que ele tem sobre nós...
eu sei, nos sentimos fracos e fortes ao mesmo tempo,
não sentimos nada e tudo ao mesmo tempo,
e queremos controlar isso que nos tira o tino.
Ama certo quem assume seu amor para si mesmo e para o mundo. O amor
assim como a arte, deve ser mostrado.
Ama certo quem diz o que incomoda e aflinge, não para mudar a personalidade do ser amado, ou como prova da incapacidade de não aceitá-lo como é. As vezes há coisas pequenas que podem ser deixadas de lado, mas só saberemos o quanto algo pequeno incomoda o outro, quando sabemos o que.
Ama certo quem diz eu te amo no momento que dá na telha, no momento exato em que tem vontade, nem demais, nem de menos. Dizer esta frase é necessário, não pode ser algo banal nunca, senão perde a magia, mas deve ser dita.
Ama certo quem ama sabendo que o outro não estará para sempre ao nosso lado, para que cada momento, que pode ser o ultimo, seja especial. E que os dois se esforcem para fazer o momento ser especial.
Ama certo quem diz a verdade, diz os erros, mesmo sabendo que o quanto isto pode doer no fundo da alma do outro, porém, só ama certo de verdade neste ponto quem se arrepende sinceramente pelo que fez e não tem vergonha de pedir desculpas e merecê-las, deve prometer que apesar de ter sido tolo, nunca mais cometerá o mesmo erro novamente. Isso é vital para a reconstrução da confiança, que foi quebrada.
Ama certo enfim, quem ama pura e livremente, quem conquista e é conquistado em cada olhar, em cada ato, cada sorriso que produz e cada riso que dá, quem gasta horas fazendo um presente com todo amor, quem dá uma flor, quem sustenta a chama, pois ela queima e um dia acaba, e depende de nós se acabará logo ou tarde.
Ama errado quem não fala o que te aflinge e te incomoda em seu amor.
Ama errado quem não diz eu te amo quando tem vontade.
Ama errado quem ama pensando que terá a pessoa para sempre.
Ama errado quem diz coisas duras para o seu amor e não pede desculpas.
Ama errado, enfim, quem deixa a chama se apagar de tanto medo de amar.
O amor dá medo quanto maior é,
pois sabemos a força que ele tem sobre nós...
eu sei, nos sentimos fracos e fortes ao mesmo tempo,
não sentimos nada e tudo ao mesmo tempo,
e queremos controlar isso que nos tira o tino.
Ama certo quem assume seu amor para si mesmo e para o mundo. O amor
assim como a arte, deve ser mostrado.
Ama certo quem diz o que incomoda e aflinge, não para mudar a personalidade do ser amado, ou como prova da incapacidade de não aceitá-lo como é. As vezes há coisas pequenas que podem ser deixadas de lado, mas só saberemos o quanto algo pequeno incomoda o outro, quando sabemos o que.
Ama certo quem diz eu te amo no momento que dá na telha, no momento exato em que tem vontade, nem demais, nem de menos. Dizer esta frase é necessário, não pode ser algo banal nunca, senão perde a magia, mas deve ser dita.
Ama certo quem ama sabendo que o outro não estará para sempre ao nosso lado, para que cada momento, que pode ser o ultimo, seja especial. E que os dois se esforcem para fazer o momento ser especial.
Ama certo quem diz a verdade, diz os erros, mesmo sabendo que o quanto isto pode doer no fundo da alma do outro, porém, só ama certo de verdade neste ponto quem se arrepende sinceramente pelo que fez e não tem vergonha de pedir desculpas e merecê-las, deve prometer que apesar de ter sido tolo, nunca mais cometerá o mesmo erro novamente. Isso é vital para a reconstrução da confiança, que foi quebrada.
Ama certo enfim, quem ama pura e livremente, quem conquista e é conquistado em cada olhar, em cada ato, cada sorriso que produz e cada riso que dá, quem gasta horas fazendo um presente com todo amor, quem dá uma flor, quem sustenta a chama, pois ela queima e um dia acaba, e depende de nós se acabará logo ou tarde.
O Papa
Hoje, umas 16h tirei uma carta on-line do tarot personare, e eis que ela tem tudo a ver com o que eu postei no dia de hoje, e com tudo o que se passa dentro de mim neste momento...
O arcano V do Tarot, chamado “O Papa”, emerge como arcano de conselho neste momento de sua vida, sugerindo a importância de cultivar valores espirituais. A questão é: será que você aplica na prática as coisas que em teoria conhece? É chegado o momento de exercitar toda a sua sabedoria de vida, Mirella. Vamos ver o que você aprendeu nestes últimos anos! A vida lhe testará, averiguando se o que você defende são apenas teorias bonitas ou se há uma base interior mais profunda nas coisas que você prega. Você perceberá que algumas coisas são mais fáceis de pregar do que de fazer, mesmo assim elas valem o esforço.
=D
O arcano V do Tarot, chamado “O Papa”, emerge como arcano de conselho neste momento de sua vida, sugerindo a importância de cultivar valores espirituais. A questão é: será que você aplica na prática as coisas que em teoria conhece? É chegado o momento de exercitar toda a sua sabedoria de vida, Mirella. Vamos ver o que você aprendeu nestes últimos anos! A vida lhe testará, averiguando se o que você defende são apenas teorias bonitas ou se há uma base interior mais profunda nas coisas que você prega. Você perceberá que algumas coisas são mais fáceis de pregar do que de fazer, mesmo assim elas valem o esforço.
=D
Sentido (verbo sentir no particípio)
O que fazer quando nada faz sentido? Quando nada É sentido no fazer?
O que dá sentido aos fazeres? Motivação é uma resposta muito simplista.
A palavra sentido remete direção, seria direção um guia então?
Bom... lasciami pensare... cuidar das minhas unhas só me fez sentido a 10 minutos atrás depois de ver um vídeo do cqc no youtube. Loucura? Talvez. Epifania?
Já parou para pensar que tudo na nossa vida precisa de um sentido? Tudo, absolutamente tudo, cada detalhe. Cada um com um sentido diferente. Seria mais fácil sermos animais e fazer tudo por instinto, sem a volição do querer saber o porquê, apenas sendo felizes com atos instintivos.
Ser humano é difícil. E essa é uma informação que deve ser tomada como imprescindível. Não se pode tomar certas alegrias como verdadeiras, e , se digo isto é porque busco essa alegria verdadeira, esta felicidade sincera. Sem programações, sem alienação. Busco a alegria pura, e sem sentido maior do que ser feliz. Mas isto, com todos esses poréns não é simples e o sentido que eu tenho é... ah, é segredo!
Está guardado no "fundo dos sentidos maiores", um lugar bem profundo dentro da gente que guarda nosso sentido de viver. Ele é como uma balança que guarda tudo o que nós fazemos e seus sentidos para fazer. Quando a balança do lado dos "fazeres com sentido" pesa mais, a gente vive. Quando para o outro lado, pode acontecer o suicídio. Pois vida é fazer, sentido vem de sentir, se não sentimos prazer no que fazemos, se não sentimos amor, prazer e todos os sentires bons no que fazemos, e a balança começa a pender mais para o lado dos "fazeres sem sentido" nada vale a pena.
O que dá sentido aos fazeres? Motivação é uma resposta muito simplista.
A palavra sentido remete direção, seria direção um guia então?
Bom... lasciami pensare... cuidar das minhas unhas só me fez sentido a 10 minutos atrás depois de ver um vídeo do cqc no youtube. Loucura? Talvez. Epifania?
Já parou para pensar que tudo na nossa vida precisa de um sentido? Tudo, absolutamente tudo, cada detalhe. Cada um com um sentido diferente. Seria mais fácil sermos animais e fazer tudo por instinto, sem a volição do querer saber o porquê, apenas sendo felizes com atos instintivos.
Ser humano é difícil. E essa é uma informação que deve ser tomada como imprescindível. Não se pode tomar certas alegrias como verdadeiras, e , se digo isto é porque busco essa alegria verdadeira, esta felicidade sincera. Sem programações, sem alienação. Busco a alegria pura, e sem sentido maior do que ser feliz. Mas isto, com todos esses poréns não é simples e o sentido que eu tenho é... ah, é segredo!
Está guardado no "fundo dos sentidos maiores", um lugar bem profundo dentro da gente que guarda nosso sentido de viver. Ele é como uma balança que guarda tudo o que nós fazemos e seus sentidos para fazer. Quando a balança do lado dos "fazeres com sentido" pesa mais, a gente vive. Quando para o outro lado, pode acontecer o suicídio. Pois vida é fazer, sentido vem de sentir, se não sentimos prazer no que fazemos, se não sentimos amor, prazer e todos os sentires bons no que fazemos, e a balança começa a pender mais para o lado dos "fazeres sem sentido" nada vale a pena.
O segredo
O segredo é:
descobrir o que está faltando e
como preencher de uma maneira saudável.
Tudo isso no invisível do nosso subjetivo.
Tarefa difícil... mas afinal
estamos na vida para isso.
descobrir o que está faltando e
como preencher de uma maneira saudável.
Tudo isso no invisível do nosso subjetivo.
Tarefa difícil... mas afinal
estamos na vida para isso.
sábado, 28 de maio de 2011
Continuação de corpo-mente
reiterando...
Nossas verdades mudam,
minhas verdades mudam com uma rapidez tal
que me impressionam.
Quase todas as explicações
que dei um dia a algo
já logo mudam,
e mudaram.
Foi incrível,
só se pudessem mergulhar na minha mente
e enxergar tais acontecimentos invisíveis
é que alguém que não somente eu poderia entender.
Vou terminar minha vida calada,
pintando workaholicamente,
tentando expressar alguma coisa
das tantas indizíveis que nos preenchem.
Nossas verdades mudam,
minhas verdades mudam com uma rapidez tal
que me impressionam.
Quase todas as explicações
que dei um dia a algo
já logo mudam,
e mudaram.
Foi incrível,
só se pudessem mergulhar na minha mente
e enxergar tais acontecimentos invisíveis
é que alguém que não somente eu poderia entender.
Vou terminar minha vida calada,
pintando workaholicamente,
tentando expressar alguma coisa
das tantas indizíveis que nos preenchem.
expressão de um mercúrio em sagitário
Mas apesar de tudo, remôo.
Do verbo remoer:
Moer com dificuldade e pouco e pouco.
Vou e remôo,
esqueço e remô mais um pouco.
Como se pode perceber
sem grandes dificuldades pelo que escrevo.
-x-
Lembranças antigas não condizem a realidade,
e esta é a única que eu tenho aqui comigo
e me sinto tola em alguns momentos.
Quem não se sente tolo?
O que somos nós além de gradississímos tolos
que não sabemos nem 1 décimo sobre a grandeza do mundo?
Fui longe agora, deixe-me reformular:
que não sabemos nem 1 décimo sobre os mistérios de nós mesmos?
Arre! Estou farta de ser tão humana
e de conhecer o sangue, a pele, as feridas e as dores.
Sinto que nenhum prazer vale a pena pelo que ensina
só vale a pena quando passa,
é aí que aprendemos os melhores ensinamentos,
é aí que nos dão as ferramentas mais úteis.
Esse pensamento me desconsola,
queira a vida me mostrar que estou errada
e que aprenderei muito tendo prazer,
mas não é o que ando vendo por aí, nem em mim.
-x-
Sinto vontade de carregar a vida nos braços
acolhendo bem o prazer e a dor
mas isto me parece tão religioso...
me parece tão se afastar de si mesmo e ver a vida de cima.
Não! Eu não estou em cima.
Eu estou aqui, eu estou vivendo.
Estou imersa nesse mar de emoções,
nesse carnaval de ilusões
que me desgasta e cansa.
Ver de cima é se iludir mais ainda,
é fugir, se afastar da dor
de modo altruísta, altruísticamente burro,
que só nos fará andar em círculos.
Ou não.
Tenho uma cobaia para testar este meu experimento,
observarei a distância,
quem sabe um dia saberei os resultados.
-x-
Pois bem, mais uma coisa
Olha a ilusão do ser
que acha que pode provar algo da alma
através do método científico ocidental.
Tola! Outra vez tola.
Se aqui expresso meu pensamento
e essa é a minha verdade
não preciso provar nada a ninguém,
nem observar nada de externo que me prove algo...
os rios correm em direção a meditação
cada vez mais forte.
Do verbo remoer:
Moer com dificuldade e pouco e pouco.
Vou e remôo,
esqueço e remô mais um pouco.
Como se pode perceber
sem grandes dificuldades pelo que escrevo.
-x-
Lembranças antigas não condizem a realidade,
e esta é a única que eu tenho aqui comigo
e me sinto tola em alguns momentos.
Quem não se sente tolo?
O que somos nós além de gradississímos tolos
que não sabemos nem 1 décimo sobre a grandeza do mundo?
Fui longe agora, deixe-me reformular:
que não sabemos nem 1 décimo sobre os mistérios de nós mesmos?
Arre! Estou farta de ser tão humana
e de conhecer o sangue, a pele, as feridas e as dores.
Sinto que nenhum prazer vale a pena pelo que ensina
só vale a pena quando passa,
é aí que aprendemos os melhores ensinamentos,
é aí que nos dão as ferramentas mais úteis.
Esse pensamento me desconsola,
queira a vida me mostrar que estou errada
e que aprenderei muito tendo prazer,
mas não é o que ando vendo por aí, nem em mim.
-x-
Sinto vontade de carregar a vida nos braços
acolhendo bem o prazer e a dor
mas isto me parece tão religioso...
me parece tão se afastar de si mesmo e ver a vida de cima.
Não! Eu não estou em cima.
Eu estou aqui, eu estou vivendo.
Estou imersa nesse mar de emoções,
nesse carnaval de ilusões
que me desgasta e cansa.
Ver de cima é se iludir mais ainda,
é fugir, se afastar da dor
de modo altruísta, altruísticamente burro,
que só nos fará andar em círculos.
Ou não.
Tenho uma cobaia para testar este meu experimento,
observarei a distância,
quem sabe um dia saberei os resultados.
-x-
Pois bem, mais uma coisa
Olha a ilusão do ser
que acha que pode provar algo da alma
através do método científico ocidental.
Tola! Outra vez tola.
Se aqui expresso meu pensamento
e essa é a minha verdade
não preciso provar nada a ninguém,
nem observar nada de externo que me prove algo...
os rios correm em direção a meditação
cada vez mais forte.
Tapa na cara em plena manhã de sábado
Estava eu, como que não tivesse nada para fazer e vendo atualizações no Facebook, quando vejo uma atualização em que uma pessoa diz para uma outra, uma inimiga minha [uma coisa rara (?)], que leia o texto "Perdoando Deus" de Clarice Lispector, logo pensei - "Essa menina precisa é do perdão de Deus e não perdoá-lo, mas... porque essa pessoa recomendou o texto a ela?". Fui procurar e o li. É incrível, incrível, incrível... estou sem palavras. Um trecho me tocou fortemente...
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente.
Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder.
É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é."
Sem palavras para expressar o quão profundo esse texto foi sentido por mim... E não me sinto invadida pela culpa, recebi essa mensagem [dos céus, ou do além] de um modo tão solene que me sinto abrindo um presente e recebendo com todo o carinho uma nova parte de mim.
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente.
Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder.
É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é."
Sem palavras para expressar o quão profundo esse texto foi sentido por mim... E não me sinto invadida pela culpa, recebi essa mensagem [dos céus, ou do além] de um modo tão solene que me sinto abrindo um presente e recebendo com todo o carinho uma nova parte de mim.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Trecho: canção pra não voltar _ a banda mais bonita da cidade
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada.
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Passagem
Passou-se tão pouco tempo, porém
nem lembro mais o que eu era
antes de ser o que sou agora.
-x-
O que eu pensava antes,
o que eu falava antes,
não lembro
Qual era a minha identidade?
Não me lembro.
Só lembro do tempo perdido,
dos dias que não voltam mais
e da chance de fazer um novo fim
que se pôs (ou que busquei ter) no hoje.
Me conheço melhor a cada dia
e a cada esquina que tropeço
olho para os lados e dou uma boa risada,
pormenores não me afligem mais
nem meus erros.
Me sinto estranha em mim mesma
o portal por qual passei
feito de girassóis
era magicamente verdadeiro
e me deixou um mundo para trás.
Tenho lembranças dele...
boas e ruins,
essas lembranças fizeram o que sou,
mas eu não sou essas lembranças.
Eu sou o produto de uma equação
sem começo nem fim.
Eu sou o inexplicável em mim
e o (pouco do) explicável também.
Cada dia é uma folha em branco,
cada momento é único
e cada lembrança é ao mesmo tempo eterna e passageira.
nem lembro mais o que eu era
antes de ser o que sou agora.
-x-
O que eu pensava antes,
o que eu falava antes,
não lembro
Qual era a minha identidade?
Não me lembro.
Só lembro do tempo perdido,
dos dias que não voltam mais
e da chance de fazer um novo fim
que se pôs (ou que busquei ter) no hoje.
Me conheço melhor a cada dia
e a cada esquina que tropeço
olho para os lados e dou uma boa risada,
pormenores não me afligem mais
nem meus erros.
Me sinto estranha em mim mesma
o portal por qual passei
feito de girassóis
era magicamente verdadeiro
e me deixou um mundo para trás.
Tenho lembranças dele...
boas e ruins,
essas lembranças fizeram o que sou,
mas eu não sou essas lembranças.
Eu sou o produto de uma equação
sem começo nem fim.
Eu sou o inexplicável em mim
e o (pouco do) explicável também.
Cada dia é uma folha em branco,
cada momento é único
e cada lembrança é ao mesmo tempo eterna e passageira.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Salvação (?)
O amor é um perigo viu...
um campo de areia movediça,
que te afunda até o pescoço
para depois te salvar
e te jogar na terra firme outra vez.
Salvar? Mas eu queria mesmo era morrer de amor!
um campo de areia movediça,
que te afunda até o pescoço
para depois te salvar
e te jogar na terra firme outra vez.
Salvar? Mas eu queria mesmo era morrer de amor!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Corpo-mente
Meu coração está batendo descompassado.
As vezes muito rápido, como se eu tivesse corrido.
As vezes com pausas prolongadas, como se eu estivesse fazendo relaxamento.
E tudo isso estando sentada em minha cadeira na frente do computador.
Ando comendo muita gordura, isso não é normal para alguém de 21 anos...
essa é a linguagem concreta e médica de explicar as coisas.
Sinto uma angustia que aperta meu coração...
seria a explicação psicologizada da coisas.
Meu ascendente em Leão é algo dramático, tão dramático que afeta o físico...
resposta da astrologia.
E eu, qual razão dou para isso?
A minha explicação é a verdadeira, independente de teorias,
inventadas e escritas por outras pessoas
para explicar suas próprias razões...
Mas eu, o que acho que é?
Me confundo tanto em teorias externas que acabo perdendo
a percepção de mim mesma, o foco e a causa do que ocorre comigo...
Quer saber? Eu tenho uma explicação, a minha explicação!
e (não sei porque) vou dizer:
A falta que eu sinto é muito forte, é lascerante.
Sinto meu coração afundar em meu peito
como se fosse parar e isso tudo tem uma causa: saudade.
Vejo pensamento, textos, assuntos, beijos, risadas
que só uma pessoa seria o destinatário.
Sem o destinatário a carta volta,
e me faz mal e aperta o peito
e me entristece profundamente,
provocando efeitos físicos, pois mente e corpo, como disse Jung
são dois nomes para a mesma unidade.
Pronto, esta é a minha explicação, que no fim das contas
não é só minha.
Mistura sensações e sentimentos meus
com teorias que eu acredito e que me fazem sentido.
Independente do que disserem...
A nossa explicação sobre o que acontece com a gente vai ser sempre a mais correta.
As vezes muito rápido, como se eu tivesse corrido.
As vezes com pausas prolongadas, como se eu estivesse fazendo relaxamento.
E tudo isso estando sentada em minha cadeira na frente do computador.
Ando comendo muita gordura, isso não é normal para alguém de 21 anos...
essa é a linguagem concreta e médica de explicar as coisas.
Sinto uma angustia que aperta meu coração...
seria a explicação psicologizada da coisas.
Meu ascendente em Leão é algo dramático, tão dramático que afeta o físico...
resposta da astrologia.
E eu, qual razão dou para isso?
A minha explicação é a verdadeira, independente de teorias,
inventadas e escritas por outras pessoas
para explicar suas próprias razões...
Mas eu, o que acho que é?
Me confundo tanto em teorias externas que acabo perdendo
a percepção de mim mesma, o foco e a causa do que ocorre comigo...
Quer saber? Eu tenho uma explicação, a minha explicação!
e (não sei porque) vou dizer:
A falta que eu sinto é muito forte, é lascerante.
Sinto meu coração afundar em meu peito
como se fosse parar e isso tudo tem uma causa: saudade.
Vejo pensamento, textos, assuntos, beijos, risadas
que só uma pessoa seria o destinatário.
Sem o destinatário a carta volta,
e me faz mal e aperta o peito
e me entristece profundamente,
provocando efeitos físicos, pois mente e corpo, como disse Jung
são dois nomes para a mesma unidade.
Pronto, esta é a minha explicação, que no fim das contas
não é só minha.
Mistura sensações e sentimentos meus
com teorias que eu acredito e que me fazem sentido.
Independente do que disserem...
A nossa explicação sobre o que acontece com a gente vai ser sempre a mais correta.
sábado, 14 de maio de 2011
Dorme enquanto eu velo...
Fernando Pessoa
Dorme enquanto eu velo...
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.
A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.
Dorme, dorme. dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.
Dorme enquanto eu velo...
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.
A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.
Dorme, dorme. dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.
La mia pele
Odeio rasgar a minha pele
e me fazer em carne viva,
mas minha nova ideologia não deixa que eu não faça,
sou fiel a mim.
Descobri o quanto é difícil ser verdadeiro a si
quando decidi ser verdadeira a mim
e comecei a olhar para fora
olhando ao mesmo tempo muito para dentro.
O ser de dentro precisa estar em conjunto
com o ser de fora.
É preciso tirar essa máscara que nos esconde.
A couraça que finge nos proteger.
Mas eu odeio fazer isso, porque dói,
porque deixa as minhas feridas a mostra
e deixa também minhas belezas
não queria, preferia esconder também assim como eles.
Por que o faço então?
É simples, só não gosto por timidez
mas isso me faz muito mais feliz, muito mais livre
muito mais Eu, muito mais cooperativa com o outro.
Isso me faz ser fiel a mim,
me faz melhor, me faz ser plena,
me faz sair dos meus limites, transpirar minha essência
e amar a mim mesma do modo mais forte que nunca imaginei me amar.
A timidez sou eu também,
ela também faz parte de mim,
mas hoje,
ela não me impede de nada.
E eis que surge meu amado Fernando Pessoa novamente:
"Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
0 dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."
e me fazer em carne viva,
mas minha nova ideologia não deixa que eu não faça,
sou fiel a mim.
Descobri o quanto é difícil ser verdadeiro a si
quando decidi ser verdadeira a mim
e comecei a olhar para fora
olhando ao mesmo tempo muito para dentro.
O ser de dentro precisa estar em conjunto
com o ser de fora.
É preciso tirar essa máscara que nos esconde.
A couraça que finge nos proteger.
Mas eu odeio fazer isso, porque dói,
porque deixa as minhas feridas a mostra
e deixa também minhas belezas
não queria, preferia esconder também assim como eles.
Por que o faço então?
É simples, só não gosto por timidez
mas isso me faz muito mais feliz, muito mais livre
muito mais Eu, muito mais cooperativa com o outro.
Isso me faz ser fiel a mim,
me faz melhor, me faz ser plena,
me faz sair dos meus limites, transpirar minha essência
e amar a mim mesma do modo mais forte que nunca imaginei me amar.
A timidez sou eu também,
ela também faz parte de mim,
mas hoje,
ela não me impede de nada.
E eis que surge meu amado Fernando Pessoa novamente:
"Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
0 dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."
Eu que oculto sentimentos
Hoje, revirando arquivos antigos do meu computador encontrei juras de amor, revelações e sentimentos meus que ficaram ocultos.
Pensei em postá-los, mas hoje já não fazem sentido, apesar de serem muito bonitos, não serviriam mais para nada, além de mostrar o quanto eu amei e não demonstrei.
Isso me aconteceu em um outro relacionamento, mas apenas com um poema e não com um tanta coisa. Tenho suspeitas das razões que me fizeram ocultar meus sentimentos, sendo uma ou muitas coisas... a minha missão interna agora é encontrar essas razões para que isso não se repita.
É muito triste ver tanta coisa bonita guardada... tanta coisa que poderia talvez alegrar um coração, que poderiam servir para alguma coisa de fato, mas que hoje não servem mais para nada...
Só eu li, só eu achei bonito, só eu fui tocada, só eu.
Eu já disse que sentimentos bons ou ruins guardados dentro de si não servem para nada além de nos afogar de sentimentos ou nos causar câncer,
preciso sempre lembrar disso.
Pensei em postá-los, mas hoje já não fazem sentido, apesar de serem muito bonitos, não serviriam mais para nada, além de mostrar o quanto eu amei e não demonstrei.
Isso me aconteceu em um outro relacionamento, mas apenas com um poema e não com um tanta coisa. Tenho suspeitas das razões que me fizeram ocultar meus sentimentos, sendo uma ou muitas coisas... a minha missão interna agora é encontrar essas razões para que isso não se repita.
É muito triste ver tanta coisa bonita guardada... tanta coisa que poderia talvez alegrar um coração, que poderiam servir para alguma coisa de fato, mas que hoje não servem mais para nada...
Só eu li, só eu achei bonito, só eu fui tocada, só eu.
Eu já disse que sentimentos bons ou ruins guardados dentro de si não servem para nada além de nos afogar de sentimentos ou nos causar câncer,
preciso sempre lembrar disso.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Cílios
Quando vejo o que já fui e deixei para trás
nos outros, sinto antipatia pelo outro.
Se deixei para trás, foi porque não me servia,
ainda serve no outro que tem
minha antipatia não mudará nada,
nem poderia,
seria desrespeitar o tempo do outro...
Mas eu... Eu me afasto
Não me faz bem
ver meus demônios mal domados
no rosto dos outros...
Em mim estão domados, mas tenho medo...
talvez de perder as rédeas em algum momento.
Mas não, deixa para lá
Só de os ver, sei que não estão em mim
Eles são como os cílios
não conseguimos ver os nossos próprios
quando estão nos nossos olhos,
somente quando caem naturalmente
e os pegamos com os dedos...
e fazemos um pedido!
Porque fazemos pedidos aos cílios?
A melhor coisa que completaria a idéia
que tento dizer agora é um verso de Fernando Pessoa:
"Quando quis tirar a máscara
Estava pegada à cara
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário."
nos outros, sinto antipatia pelo outro.
Se deixei para trás, foi porque não me servia,
ainda serve no outro que tem
minha antipatia não mudará nada,
nem poderia,
seria desrespeitar o tempo do outro...
Mas eu... Eu me afasto
Não me faz bem
ver meus demônios mal domados
no rosto dos outros...
Em mim estão domados, mas tenho medo...
talvez de perder as rédeas em algum momento.
Mas não, deixa para lá
Só de os ver, sei que não estão em mim
Eles são como os cílios
não conseguimos ver os nossos próprios
quando estão nos nossos olhos,
somente quando caem naturalmente
e os pegamos com os dedos...
e fazemos um pedido!
Porque fazemos pedidos aos cílios?
A melhor coisa que completaria a idéia
que tento dizer agora é um verso de Fernando Pessoa:
"Quando quis tirar a máscara
Estava pegada à cara
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário."
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Conversa de amigas
Conversa de amigas:
Mi:eu to pensando agora que tipo... cada um vive os sentimentos de uma forma, eu to vivendo os meus dessa forma, ele foi só um elemento, não é culpa dele...não tenho o direito de me revoltar contra ele.
Ni:com certeza!
e esse é o principal aprendizado: saber lidar com os próprios sentimentos.
Ni: foi o que você me disse hoje dos círculos... a gente nao pode controlar as atitudes dos outros, o jeito do outro, o momento do outro, a forma de sentir do outro... o que a gente pode tentar é trabalhar a nossa em relação ao outro.
Mi:eu to pensando agora que tipo... cada um vive os sentimentos de uma forma, eu to vivendo os meus dessa forma, ele foi só um elemento, não é culpa dele...não tenho o direito de me revoltar contra ele.
Ni:com certeza!
e esse é o principal aprendizado: saber lidar com os próprios sentimentos.
Ni: foi o que você me disse hoje dos círculos... a gente nao pode controlar as atitudes dos outros, o jeito do outro, o momento do outro, a forma de sentir do outro... o que a gente pode tentar é trabalhar a nossa em relação ao outro.
O brigadeiro e o amor
O amor é como uma colher de brigadeiro:
Não comemos pensando se vai nos fazer bem, comemos apenas e simplesmente por causa do seu gosto e do prazer que ele nos trás.
Uma colher de brigadeiro é somente uma bomba calórica.
O amor é uma bomba de sentimentos sem direção.
No amor e na arte não pensamos, apenas sentimos.
Hoje, por falta de amar, ou pelo seu excesso, comi umas 6 colheres de brigadeiro...
01/05/11
Não comemos pensando se vai nos fazer bem, comemos apenas e simplesmente por causa do seu gosto e do prazer que ele nos trás.
Uma colher de brigadeiro é somente uma bomba calórica.
O amor é uma bomba de sentimentos sem direção.
No amor e na arte não pensamos, apenas sentimos.
Hoje, por falta de amar, ou pelo seu excesso, comi umas 6 colheres de brigadeiro...
01/05/11
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a ultima chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez de amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, nao mais que de repente!
Vinícius de Moraes
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a ultima chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez de amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, nao mais que de repente!
Vinícius de Moraes
sábado, 16 de abril de 2011
A noite somos livres
Hoje eu acordei lembrando do que disse a ele esta noite... sempre no mesmo lugar... isso é tão engraçado, nós geralmente conversamos sobre planetas, astrologia, banalidades, durante o sono.
Eu disse que tinha visto Saturno de um telescópio e ele disse que já sabia pelos comentários do facebook... parecia bravo, algo o enraivecia. Mas enfim, o que eu queria mesmo escrever, é que mesmo eu cuidando da minha vida e fim, mesmo a consciencia agindo de dia, a noite ela não existe.
A noite o tempo não existe, a distância não existe, nem a nossa consciencia que isola e racionaliza tudo o que a gente acha que tem que racionalizar não existe.
A noite somos livres, realmente livres... mesmo quando não lembramos, e mesmo que eu só saiba disso quando eu lembro... nem que seja por 1 segundo ou 2.
Eu disse que tinha visto Saturno de um telescópio e ele disse que já sabia pelos comentários do facebook... parecia bravo, algo o enraivecia. Mas enfim, o que eu queria mesmo escrever, é que mesmo eu cuidando da minha vida e fim, mesmo a consciencia agindo de dia, a noite ela não existe.
A noite o tempo não existe, a distância não existe, nem a nossa consciencia que isola e racionaliza tudo o que a gente acha que tem que racionalizar não existe.
A noite somos livres, realmente livres... mesmo quando não lembramos, e mesmo que eu só saiba disso quando eu lembro... nem que seja por 1 segundo ou 2.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Lua em virgem
A imperfeita cansou de tentar ser perfeita...
Lua em virgem, você não manda em mim.
[...]
E a imperfeita que assim se pôs
assim é e assim será.
Da vida vive e dela morrerá
Pois é feita de tudo
o que há em mim.
(24/02/11 - com modificaçÕes*)
*num futuro não tão distante eu sempre acho o que eu escrevi meio sem nexo, a verdade se modifica... eu me referia a mim como "ex-perfeita", como se algum dia eu o fosse, como se eu ou alguém soubesse ao menos o que é um ser humano perfeito, quais os atributos que tem... acho graça, não me recrimino, mas prefiro não escrever na íntegra.
Lua em virgem, você não manda em mim.
[...]
E a imperfeita que assim se pôs
assim é e assim será.
Da vida vive e dela morrerá
Pois é feita de tudo
o que há em mim.
(24/02/11 - com modificaçÕes*)
*num futuro não tão distante eu sempre acho o que eu escrevi meio sem nexo, a verdade se modifica... eu me referia a mim como "ex-perfeita", como se algum dia eu o fosse, como se eu ou alguém soubesse ao menos o que é um ser humano perfeito, quais os atributos que tem... acho graça, não me recrimino, mas prefiro não escrever na íntegra.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Hoje as palavras não estão sendo suficientes para expressar meus sentimentos.
Como se algum dia o fossem para expressar os de quem quer que seja, ou qualquer que seja o sentimento.
Apenas produções tão impalpáveis quanto o meu interior chegam a beira
disto tudo... Pink Floyd, música instrumental, artes plásticas...
Não quero palavras feitas, hoje elas não me interessam.
Os sentimentos estão além de qualquer palavra, todos eles.
Poderia viver do silêncio a partir de hoje,
poderia viver do toque,
do olhar,
do sorriso,
das lágrimas,
dos desenhos...
poderia ler o invisível, caminhar pelas estrelas e entender melhor o mundo.
Vejo cada vez mais claro e mais escuro o tudo do entorno que me rodeia...
veja só, as palavras precisam de ordem!
E sentimento é coisa que não se pode ordenar.
.
.
.
Como se algum dia o fossem para expressar os de quem quer que seja, ou qualquer que seja o sentimento.
Apenas produções tão impalpáveis quanto o meu interior chegam a beira
disto tudo... Pink Floyd, música instrumental, artes plásticas...
Não quero palavras feitas, hoje elas não me interessam.
Os sentimentos estão além de qualquer palavra, todos eles.
Poderia viver do silêncio a partir de hoje,
poderia viver do toque,
do olhar,
do sorriso,
das lágrimas,
dos desenhos...
poderia ler o invisível, caminhar pelas estrelas e entender melhor o mundo.
Vejo cada vez mais claro e mais escuro o tudo do entorno que me rodeia...
veja só, as palavras precisam de ordem!
E sentimento é coisa que não se pode ordenar.
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Nuit
Na minha opinião, viver o presente é uma das coisas mais difíceis da vida porque ele contém em si mesmo o passado e o futuro... Não é uma lembrança do passado nem uma projeção do futuro em nossa mente, é a realidade do todo em um instante.
Ando vivendo o todo em um instante frequentemente a pouco tempo... sinto a vida ficando mais intensa, mais difícil também... talvez porque viver de memórias e fantasias alegra, mas é uma alegria vazia quando se compara ao agora.
Hoje, apesar das dificuldades, diminuí meu stresse, minha ansiedade, tenho mais paz. Sinto uma alegria e um amor sem fim por tudo... percebi que o meu Amor vem de uma fonte sem fim, quanto mais eu divido, mais se multiplica dentro de mim e se projeta para fora.
Minha religião é viver o agora e estar sempre entre as pessoas... ouvi dizer que um diamante é tão duro que apenas outro diamante pode poli-lo, penso que acontece o mesmo com a gente. Nas trocas de todo o tipo que fazemos com as pessoas é onde mais aprendemos...
-x-
Mas o mais difícil nisso tudo é ser verdadeiro em suas próprias verdades quando se está imerso nas situações.
Ando vivendo o todo em um instante frequentemente a pouco tempo... sinto a vida ficando mais intensa, mais difícil também... talvez porque viver de memórias e fantasias alegra, mas é uma alegria vazia quando se compara ao agora.
Hoje, apesar das dificuldades, diminuí meu stresse, minha ansiedade, tenho mais paz. Sinto uma alegria e um amor sem fim por tudo... percebi que o meu Amor vem de uma fonte sem fim, quanto mais eu divido, mais se multiplica dentro de mim e se projeta para fora.
Minha religião é viver o agora e estar sempre entre as pessoas... ouvi dizer que um diamante é tão duro que apenas outro diamante pode poli-lo, penso que acontece o mesmo com a gente. Nas trocas de todo o tipo que fazemos com as pessoas é onde mais aprendemos...
-x-
Mas o mais difícil nisso tudo é ser verdadeiro em suas próprias verdades quando se está imerso nas situações.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Inspiração Clarice Lins
Como dizem, lágrimas são palavras não ditas.
Olho para o nada sem pensamento algum, abraço minhas pernas, me sinto confortável e começo a chorar.
Não é possível nomear tal tristeza... não tenho animo para nada, nem sono, nem cansaço... estou atônita.
Não sei o que aconteceu, de repente, não mais que de repente, quando percebi, a pessoa que estava ao meu lado não era mais a mesma. Seu olhar mudou, os assuntos que a motivavam, seu estilo, seu tesão, seu bom gosto, sua educação, tudo.
De repente estava de frente a um estranho, somente um estranho. Eu tentava me enganar pensando "não! meu amor irá voltar a habitar aquele corpo", mas não, não voltava. E eu abraçava, e calava, e olhava... acarinhava, tentava, mas não, não era ele, era outro. Era outro e era ele.
Cadê? Cadê a pele dele?
Só via o medo, só via o nervoso, o receio de um estranho em frente ao outro, uma pele estranha... a mesma pele estranha que tantas vezes fora uma, hoje são duas, três e até mesmo seis que se repelem.
Não o sinto... ouvi dizer que quanto mais tensão, menos sensação e é isso o que vejo em seus olhos: tensão. Eu, que ao menos esperava ver um ser iluminado, sábio e tantas outras coisas que todos buscam, só vi tensão, nervoso e hostilidade. Não se espera a agressividade dos fortes, não se espera...
Já que não veria meu amor, pelo menos que visse alguém melhor.
Já que não seria mais o ser que amo incondicionalmente ao que é, que fosse perfeito.
Mas não, não era.
Olho para o nada sem pensamento algum, abraço minhas pernas, me sinto confortável e começo a chorar.
Não é possível nomear tal tristeza... não tenho animo para nada, nem sono, nem cansaço... estou atônita.
Não sei o que aconteceu, de repente, não mais que de repente, quando percebi, a pessoa que estava ao meu lado não era mais a mesma. Seu olhar mudou, os assuntos que a motivavam, seu estilo, seu tesão, seu bom gosto, sua educação, tudo.
De repente estava de frente a um estranho, somente um estranho. Eu tentava me enganar pensando "não! meu amor irá voltar a habitar aquele corpo", mas não, não voltava. E eu abraçava, e calava, e olhava... acarinhava, tentava, mas não, não era ele, era outro. Era outro e era ele.
Cadê? Cadê a pele dele?
Só via o medo, só via o nervoso, o receio de um estranho em frente ao outro, uma pele estranha... a mesma pele estranha que tantas vezes fora uma, hoje são duas, três e até mesmo seis que se repelem.
Não o sinto... ouvi dizer que quanto mais tensão, menos sensação e é isso o que vejo em seus olhos: tensão. Eu, que ao menos esperava ver um ser iluminado, sábio e tantas outras coisas que todos buscam, só vi tensão, nervoso e hostilidade. Não se espera a agressividade dos fortes, não se espera...
Já que não veria meu amor, pelo menos que visse alguém melhor.
Já que não seria mais o ser que amo incondicionalmente ao que é, que fosse perfeito.
Mas não, não era.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Conto de emoticons
Era
uma
vez
...
:)
;)
:D
;D
;*:
;**:
;***:
D:
D;
:)
;)
;*****:
;***********:
;****:
;***:
;**:
;*:
:/
;/
D;
.
uma
vez
...
:)
;)
:D
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D:
D;
:)
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D;
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De onde vem a calma - Los Hermanos
De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não saber ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não saber ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.
Cadê?
Não é possível ser sincero
quando não se tem conhecimento da verdade.
Não posso ser verdadeira em ações ao que sinto
se não sei o que se passa dentro de mim.
Com a maior sinceridade digo
que não sei o que sinto,
se sinto,
não sei.
E nesse desespero,
olho ao redor,
tiro a lente de aumento
que só me faz enxergar o umbigo
e vejo amor!
Vejo amor pela minha família,
meus pais, o amor deles por mim.
Vejo meus objetivos sendo alcançados
cada dia mais um passo.
Vejo as boas risadas que meus amigos me dão
e toda a troca que nos envolve e acalenta.
Sozinha sei que não estou
Tenho a vida autônoma que tanto desejei
meus sonhos estão se tornando realidade,
mas...
Cadê a pimenta da vida?
quando não se tem conhecimento da verdade.
Não posso ser verdadeira em ações ao que sinto
se não sei o que se passa dentro de mim.
Com a maior sinceridade digo
que não sei o que sinto,
se sinto,
não sei.
E nesse desespero,
olho ao redor,
tiro a lente de aumento
que só me faz enxergar o umbigo
e vejo amor!
Vejo amor pela minha família,
meus pais, o amor deles por mim.
Vejo meus objetivos sendo alcançados
cada dia mais um passo.
Vejo as boas risadas que meus amigos me dão
e toda a troca que nos envolve e acalenta.
Sozinha sei que não estou
Tenho a vida autônoma que tanto desejei
meus sonhos estão se tornando realidade,
mas...
Cadê a pimenta da vida?
sábado, 26 de março de 2011
Escrever amor a mão
Descobri que os meus piores escritos são sobre amor.
Quem sabe pois, porque ele vive para ser vivido,
não escrito.
Há sentimentos em que as palavras são inúteis
elas falham.
Quem sabe pois, porque ele vive para ser vivido,
não escrito.
Há sentimentos em que as palavras são inúteis
elas falham.
Eu e minha couraça
Hoje eu fui na aula de iniciaçao teatral da casa de cultura do butantã, uma superaçao... eu sempre fugi do teatro, mas aprendi a enfrentar meus maiores medos.
Pude sentir muitas amarras que prendem meus movimentos e enrigecem meus músculos, formando uma couraça dura. Quero me despir dela, é minha terceira perna, não me serve mais para nada. Quero ser uma mulher independente, guerreira e decidida sim, mas também quero ser carinhosa, delicada e doce com as pessoas que me rodeiam.
Minha psicóloga/conselheira me pediu para pensar o que eu seria se nao tivesse entrado em um abismo na infancia, eu imaginei, tentando me lembrar do que já fui... no teatro achei um arquétipo disso: uma menina de uns 8 anos, com uma vasta cabeleira, doce e receptiva, sendo somente ela mesma, lendo alto, querendo ensinar os outros... eu não vejo mais isso em mim, me vejo amarga, só pensando no lado negativo dos sentimentos e das relaçoes, não sendo cortez com ninguém e arredia...
----------------------------------------------------------------------
Eu e minha couraça.
Ela está ficando apertada demais em mim,
não está cabendo, quero quebrá-la.
Arrancá-la em mil pedaços no Universo.
E por baixo dela eles verão, todos verão
aquilo que realmente sou,
aquela que somente o meu pai vê
e espera tanto por seu retorno.
Por mim e por você pai,
você verá a Mirella feliz,
simples e livre que nasci.
Mas meu abismo, carregarei.
Não tentarei correr dos meus fantasmas,
hoje já não tenho medo deles,
dos que me ajudaram a me fechar nesta roupa escura e apertada.
Eles estarão sempre ao meu lado,
como uma expêriencia de vida necessária
a minha formaçao e ao futuro o qual desconheço,
mas que a qualquer momento pode requerê-los.
----------------------------------------------------------------------
Numa cena, eu fiz o papel de mãe desta menina a qual me identifiquei, foi um momento importante para mim te-la (ou ter simbolicamente a mim mesma) nos braços e acalentá-la e ver a confiança dela em meus olhos... eu nao podia lhe fazer nenhum mal e ela assim sabia. Coisa que eu não sei mais o que é depois do abismo.
Foi lindo, foi um momento lindo de conciliação entre as minhas crianças internas me ver acalentando a mim mesma, no meio de um palco com todos vendo... não me senti apavorada nem nervosa, estava calma e olhava a menina. Foi realmente lindo o Sol que despontou dentro de mim e eu pude ver!
Finalmente pude ver.
Pude sentir muitas amarras que prendem meus movimentos e enrigecem meus músculos, formando uma couraça dura. Quero me despir dela, é minha terceira perna, não me serve mais para nada. Quero ser uma mulher independente, guerreira e decidida sim, mas também quero ser carinhosa, delicada e doce com as pessoas que me rodeiam.
Minha psicóloga/conselheira me pediu para pensar o que eu seria se nao tivesse entrado em um abismo na infancia, eu imaginei, tentando me lembrar do que já fui... no teatro achei um arquétipo disso: uma menina de uns 8 anos, com uma vasta cabeleira, doce e receptiva, sendo somente ela mesma, lendo alto, querendo ensinar os outros... eu não vejo mais isso em mim, me vejo amarga, só pensando no lado negativo dos sentimentos e das relaçoes, não sendo cortez com ninguém e arredia...
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Eu e minha couraça.
Ela está ficando apertada demais em mim,
não está cabendo, quero quebrá-la.
Arrancá-la em mil pedaços no Universo.
E por baixo dela eles verão, todos verão
aquilo que realmente sou,
aquela que somente o meu pai vê
e espera tanto por seu retorno.
Por mim e por você pai,
você verá a Mirella feliz,
simples e livre que nasci.
Mas meu abismo, carregarei.
Não tentarei correr dos meus fantasmas,
hoje já não tenho medo deles,
dos que me ajudaram a me fechar nesta roupa escura e apertada.
Eles estarão sempre ao meu lado,
como uma expêriencia de vida necessária
a minha formaçao e ao futuro o qual desconheço,
mas que a qualquer momento pode requerê-los.
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Numa cena, eu fiz o papel de mãe desta menina a qual me identifiquei, foi um momento importante para mim te-la (ou ter simbolicamente a mim mesma) nos braços e acalentá-la e ver a confiança dela em meus olhos... eu nao podia lhe fazer nenhum mal e ela assim sabia. Coisa que eu não sei mais o que é depois do abismo.
Foi lindo, foi um momento lindo de conciliação entre as minhas crianças internas me ver acalentando a mim mesma, no meio de um palco com todos vendo... não me senti apavorada nem nervosa, estava calma e olhava a menina. Foi realmente lindo o Sol que despontou dentro de mim e eu pude ver!
Finalmente pude ver.
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