sábado, 28 de maio de 2011

expressão de um mercúrio em sagitário

Mas apesar de tudo, remôo.

Do verbo remoer:
Moer com dificuldade e pouco e pouco.

Vou e remôo,
esqueço e remô mais um pouco.

Como se pode perceber
sem grandes dificuldades pelo que escrevo.

-x-

Lembranças antigas não condizem a realidade,
e esta é a única que eu tenho aqui comigo
e me sinto tola em alguns momentos.

Quem não se sente tolo?
O que somos nós além de gradississímos tolos
que não sabemos nem 1 décimo sobre a grandeza do mundo?
Fui longe agora, deixe-me reformular:
que não sabemos nem 1 décimo sobre os mistérios de nós mesmos?

Arre! Estou farta de ser tão humana
e de conhecer o sangue, a pele, as feridas e as dores.

Sinto que nenhum prazer vale a pena pelo que ensina
só vale a pena quando passa,
é aí que aprendemos os melhores ensinamentos,
é aí que nos dão as ferramentas mais úteis.

Esse pensamento me desconsola,
queira a vida me mostrar que estou errada
e que aprenderei muito tendo prazer,
mas não é o que ando vendo por aí, nem em mim.

-x-

Sinto vontade de carregar a vida nos braços
acolhendo bem o prazer e a dor
mas isto me parece tão religioso...
me parece tão se afastar de si mesmo e ver a vida de cima.

Não! Eu não estou em cima.
Eu estou aqui, eu estou vivendo.
Estou imersa nesse mar de emoções,
nesse carnaval de ilusões
que me desgasta e cansa.

Ver de cima é se iludir mais ainda,
é fugir, se afastar da dor
de modo altruísta, altruísticamente burro,
que só nos fará andar em círculos.
Ou não.

Tenho uma cobaia para testar este meu experimento,
observarei a distância,
quem sabe um dia saberei os resultados.

-x-

Pois bem, mais uma coisa
Olha a ilusão do ser
que acha que pode provar algo da alma
através do método científico ocidental.
Tola! Outra vez tola.

Se aqui expresso meu pensamento
e essa é a minha verdade
não preciso provar nada a ninguém,
nem observar nada de externo que me prove algo...

os rios correm em direção a meditação
cada vez mais forte.

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