Tudo o que eu encontro não está na profundidade que eu quero,
quero entrar, submergir, afundar num mundo obscuro.
Quero uma arte que me leve a este mundo, que me faça sentir isto,
o inexpressivel em palavras, o sentir profundo.
Por que sempre mais e mais?
Por que o comum não satisfaz?
Por que o que fazia sentido hoje não faz?
Queria pular num poço,
um poço escuro e profundo
mesmo sem saber onde este poço me levaria,
só queria que fosse profundo... e escuro,
nada mais.
O sentir profundo e escuro é unico
e poucos são os símbolos que nos levam a isto,
poucas são as chaves, as portas, os portais...
e eu quero sentir isso.
Não quero que aliviem essa angústia,
não quero o dedo que diz ser malígno,
que diz ser inferno, que diz ser baixo...
o que está abaixo é o que está acima.
Sinto plutão dentro de mim
e toco o inconsciente dos seres,
sublimo minha lama na lama deles.
ahhhhhhhhh
Dilacera.
Ahhhhhhhhh
Vida.
Ahhhhhhhhh
Cronos.
Você está me matando Cronos!
Esta vida dilacera minha alma.
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