Minha cabeça dói,
são as palavras querendo sair e ir para o mundo
não comporto-as tantas, só, na minha mente.
Vão para as paredes, para os livros, para as telas,
vão aonde os olhos as possam ver, ou ler.
Livrem-me da dor de tê-las apenas para mim,
se pedem tanto para sair, que saiam!
Não queria que fossem,
pois nem mesmo eu acredito em todas vocês,
pois nem eu mesmo as entendo,
sou uma mera expectadora da sua liberdade...
Ai de mim o tanto que finjo
o tanto que sofro, o tanto que morro
se não morresse de verdade a cada vez que escrevo,
e se não escrevo, pior,
o defunto fede mais, putrefa dentro de mim.
Que tenham as baleias mortas a vida quando escrevo
ou a morte estampada no último instante da vida.
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