domingo, 5 de junho de 2011

Ser e não ser, eis a resposta.

Mudei de cara,
mudei de casa,
mudei meu status de relacionamento,
minha religião,
minhas opiniões,
minhas amizades,
meu modo de vestir,
meu modo de falar...
...

Onde tudo isto me levará?
Ou melhor, o que me levou a tudo isto?

21 anos,
casa número 11,
o talvez pelo não,
o "um pouco de tudo" pelo único que faz sentido,
metamorfose ambulante,
o joio do trigo,
o certo pelo confortável,
minha voz grave.

Era indefinida em tudo o que (não) era,
andava em circulos em toda a confusão do indefinível.
Hoje a estrada é um fractal,
sei bem das escolhas que tomo,
sou inteira em tudo o que faço.

Expando todo o eu-inteiro pelo mundo,
hoje minha energia não é gasta
a procura de mim,
hoje posso ver o outro,
posso ver o eu no outro,
e também, o outro como ele é.

Tenho energias que se expandem para fora do meu ser,
Luto e sou cruel se for preciso,
Consolo e sou doce quando é necessário,
sou enfim tudo aquilo que escolho.

Dentro de mim há o que eu preciso,
o sutil e o incisivo,
o azul e o vermelho,
o vazio e o cheio,
o 0 e 1,
o ser e o não ser.

Tenho minhas opiniões
e sei brigar ou calar por elas
quando sinto que é preciso.
Tenho meu amor no peito
e sei usá-lo somente para mim,
ou dividí-lo com todos.

Sinto que a partir dessas mudanças
comecei a viver de verdade,
A partir de "não precisar olhar somente para mim" -
pois foi preciso olhar somente para mim por um tempo-
Olhei o mundo e me joguei.

Abri minhas asas...
mas apenas para refrescar o amigo
que sentia calor e estava ao meu lado,
não vou voar e ficar acima dele.

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