Pobres poemas pobres que ando escrevendo
sem rimas poéticas, nem ao menos com poéticas,
desabafos poluídos e adolescentes sem refino,
porcarias carregando minhas filosofias.
Eita academia cientifica de bosta,
literatura academica inventada por idiotas,
polui a minha poesia, polui o ver de todos,
um bando de teorias que se sobrepõe sem fim de vezes
e convence mostrar verdade.
Estou no limiar das linguagens,
descubro não dar para ser mais dois,
não sou mais duas,
a inteireza limita ao mesmo tempo...
Penso nos esquizofrênicos, neuróticos,
paranóicos, obsessivos...
vêem a vida de um modo único,
mas querem que vejam como todos.
Vejo a vida de dois ângulos,
o cisado do dois e o inteiro do um,
rico? Talvez, você quem sabe.
Sinto falta das habilidades do outro modo de ver,
mas gosto da simplicidade deste,
apesar de normalizado, domado e simples.
Blasè!
Sou intensa, não me interessa o banal!
Cadê minha criatividade, para onde foi?
Foi-se embora junto com a outra que não há,
quando ouve a conjunção, não se vê mais dois
apenas um.
Quando convergem as vistas vemos em dois.
Quando divergem vêem os camaleões.
Quando foco vejo um pedaço,
e deixo de ver todos os outros milhões.
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