Dói,
essa falta dói na alma,
dor de fazer careta,
de apertar o peito,
de escorrer o pranto.
Saudade é coisa vagabunda,
tira o meu sossego,
luto e reluto por apenas um ponto,
mas no final ele quer três.
Eis minha ferida aberta outra vez.
O fim só é fim e não talvez,
porque essa insistência calada?
as injúrias veladas
e toda a dor?
A vida é simples, eu juro.
Me vejo na prisão do abismo
do silêncio forçado que intimida,
mas continua a telepatia.
Juro também, que não é o que quero,
qual a relutância ao absoluto?
qual é o erro do resoluto?
Devolva meus pertences,
diga adeus...
faça o que eu mando!
Porque se eu mando,
é o melhor que se tem a fazer, a mim.
Por ódio ou por amor que seja.
Mas veja,
de ti eu só quero o fim.
Me liberte, me deixe ir.
Diga que me odeia, que não sou nada
me faça sofrer, mas de verdade,
me faça sofrer por inteiro!
Não em doses homeopáticas.
[retirei o final original]
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