segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Limites e escolhas

Estou conhecendo meus limites a cada dia que passa, tanto físicos quanto os internos, emocionais e mentais.

Descobri que me fecho (como aqueles macaquinhos que colocam as mãos na boca, olhos e ouvidos) quando me tratam com grosseria. Penso se isto é certo ou errado, mas logo em seguida penso: não existe certo ou errado.

Para qualquer uma de nossas qualidades não existe certo ou errado, alguém julgou as coisas e as nomeou assim, nós compramos ou não essa ideia, e mudamos ou não nosso modo de ser se assim escolhemos.

Limites são limites, podemos derrubar os muros que o limitam ou ficar dentro desse muro se assim for confortável, mas sempre terá um limite também dentro da quebra de limites. Somos o que somos.

Parece até redundante dizer: limites são limites, somos o que somos, mas o que eu quero dizer é que não há escolha mais inteligente do que se entregar a vida, essa é a verdadeira escolha entre as escolhas que fazemos.

Se entregar ao fluxo aleatório e incontrolável da vida no presente, ou ficar agarrado em ideias de limites, em acontecimentos do passado e expectativas do futuro é a escolha que fazemos na vida.

Resolver os problemas que acontecem no presente também! Não quero abrir brecha para o conformismo, não é nada disso! Um dia conseguirei escrever com clareza essa minha opinião, pois isso não passa de uma opinião. E opiniões são opiniões.

O trem

A vida pode ser comparada, para mim, a um trem cujo rumo é desconhecido.

Sentada em cima dele tem-se a escolha de apenas observar a paisagem e esperar onde ele vai parar ou ficar preocupado onde ele vai parar, desejar que ele pare no lugar que você quer, se revoltar com o seu trajeto, ter medo...

Sabendo de sua imprevisibilidade e do aleatório sempre presente, que costuma-se chamar destino, devemos estar sempre preparados para o pior e para o melhor, mas não o temos como prever.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Frases metafísicas

"O tempo vai passando e você vê que o permanente não existe."

"Existe um fluxo natural na vida e nós temos pouquíssimo limiar de escolha nesse fluxo harmonioso."

"Os sentimentos fluem nesse corpo-mente e eu apenas observo, como uma espiã..."

"O que são as ilusões senão interpretações da realidade? A realidade não é cognocível, não é pensável, ela apenas é."

"o mundo é um teatro de zumbis."

EUFORIA
"Se eu entendo uma coisa,e paro para pensar:
- "Nossa, eu estou entendendo a coisa!"
Já não entendo mais"

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fluxo de amizades

Ultimamente ando pensando muito: "mas como é que fui amiga dessa pessoa um dia?" ou "aonde eu tava com a cabeça pra ficar com esse ser?"

Esses pensamentos me fizeram parar e pensar, o que será que aconteceu de uns 2 anos para cá comigo que me fez perceber isso? Que me fez "perder" tantas amizades(e claro, fazer outras mais coerentes)?

Confesso que antes de iniciar minha busca por auto-conhecimento e consciência corporal eu era uma pessoa muito tímida, com poucos amigos e muito medo de ficar sozinha, isso me fazia bastante resignada e rebaixada perante os outros, eu procurava pessoas fortes para ficar do lado, para quem sabe um pouquinho daquela "fortaleza" passasse a mim por osmose.

Mas isso está longe de ser o que acontecia! Eu atraia para perto de mim pessoas que não ficavam do meu lado pelo que eu era, mas sim por interesses, diversos interesses. Eu era craque em preencher carências afetivas e alimentar egos com a minha aparente fragilidade e docilidade no mais alto estilo Sandy.

Eu não tinha amor próprio, apenas medo de ficar sozinha e assim é impossível se relacionar de igual para igual, olhar nos olhos dos outros e perceber uma outra pessoa, escolher estar ou não ao lado dela e não pedir "por favor seja meu amigo, olha como eu sou boazinha". Eu fui adestrada pela minha educação familiar a ser assim, eu não sou assim!

E hoje, com a auto-estima (palavra infeliz, que não expressa o que eu quero dizer) ok, vejo que deixei muitas pessoas para trás, algumas delas eu até me envergonho de ter tido contato um dia, pela tamanha mediocridade que eu fui capaz de me sujeitar apenas para não ficar sozinha, e claro, também há pessoas legais que simplesmente as cabeças não batem mais.

O que me deixa feliz é que eu não fui de tudo errada, tenho uma amiga que permanece por anos perto de mim, uma, uma única. Todos os outros que eu conheci de 3 anos para trás (data coincidente com a minha entrada na faculdade e alforria de minha família) não tenho mais contato por pura e espontânea vontade.

A maioria deles não sabe lidar com a Mirella real, fica buscando através de atitudes a Mirella Sandy que morreu junto com o nascimento da minha maturidade. Hoje em dia dia eu quero trocas maduras, trocas de ideais, de afeição, de novidades... Trocas verdadeiras e sinceras, não unilateralidade nem não poder me afastar se não me interessa o que a pessoa tem para trocar, porque isso acontece.

As vezes eu simplesmente não me interesso pelo que a pessoa tem a dizer, não me interesso pela postura dela diante a vida, não concordo com o preconceito ou o racismo (já namorei um facista, olha isso!), as energias não batem ou depois de um tempo eu percebo que a pessoa não era aquilo que eu pensava e tudo bem, tchau, até um dia dia quem sabe. Não sou obrigada, nem ninguém, a manter uma amizade ou um relacionamento que não dá prazer em estar junto, isso é masoquismo!

Enfim, hoje em dia tenho mais amigos por ser autentica do que tinha quando era Sandy, e melhor! São amigos verdadeiros em que as trocas me enriquecem cada dia mais e me deixam feliz de estar cercada de tantas pessoas que admiro pelo que são e o que fazem de bom para o mundo.