Cadê a espontaneidade,
A inspiração,
a não nomeação
Das coisas?
A racionalidade
Matou meu eu lírico.
A ciência
que tanto critico
tirou minha anti-razão.
Hoje quero saber.
Hoje quero explicar a razão.
Quero dês-cobrir o sentimento...
Assim é o olhar científico.
Não quero que a cientificidade
Ganhe este cabo-de-guerra
Contra a minha poeticidade
E me algeme o compor.
Só me resta brigar
e insistir no deixar fluir.
Não me acanhar com o imperfeito,
Nem me exigir o coerente.
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