quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eu sou ego, eu sou ísta, eu sou egoista, por que não?

As lagrimas rolam fácil pela minha face
É a válvula do sentimento
É a minha fraqueza mais odiada.
Como queria não chorar
A menos que um cisco entrasse em meus olhos,
A menos que bocejasse bem forte.

Como queria não me afetar
com sentimentos egocêntricos...
Ontem mesmo bradei chorando e rolando no chão.
Gritei que sem ele não vale a pena viver.
E sorri chorando na frente do espelho
Como sou uma tola egocêntrica.

Não querer dar continuidade a vida
Pela simples razão...
ah, não sei explicar esse sentimento.
Pensei-o simples, mas não parece ser tanto.
O que me faz querer interromper a vida
Se ela assim continuar, acredite se quiser
-já digo isso auto-desqualificando o que sinto-
É ter que continuar a viver sem fazer amor com ele...

Ah! Aquilo me rejuvenescia, me completava.
Ele sabia exatamente onde tocar
E tocava no fundo da alma e beijava cada pedaço de pele.
No fim éramos entorpecidos de sentimento,
Sonolentos, falávamos o que vinha a mente
Sem vergonha e sem nenhuma razão
Até que se retornasse a consciência.

Antes disso não sabia o que era agüentar a vida.
Antes, não sabia como eram pesados os problemas.
Antes disso não sabia o que era fazer realmente amor,
Todo o antes foi apenas a vida e seus gozos fúteis.
Hoje já me contradigo
Digo que já não sei se prefiro nunca o ter conhecido
E continuado a viver a vida que tinha,
Do que saber que a sensação mais forte que vivi foi em seus braços
E que hoje não os tenho mais...

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