Cadê a espontaneidade,
A inspiração,
a não nomeação
Das coisas?
A racionalidade
Matou meu eu lírico.
A ciência
que tanto critico
tirou minha anti-razão.
Hoje quero saber.
Hoje quero explicar a razão.
Quero dês-cobrir o sentimento...
Assim é o olhar científico.
Não quero que a cientificidade
Ganhe este cabo-de-guerra
Contra a minha poeticidade
E me algeme o compor.
Só me resta brigar
e insistir no deixar fluir.
Não me acanhar com o imperfeito,
Nem me exigir o coerente.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eu sou ego, eu sou ísta, eu sou egoista, por que não?
As lagrimas rolam fácil pela minha face
É a válvula do sentimento
É a minha fraqueza mais odiada.
Como queria não chorar
A menos que um cisco entrasse em meus olhos,
A menos que bocejasse bem forte.
Como queria não me afetar
com sentimentos egocêntricos...
Ontem mesmo bradei chorando e rolando no chão.
Gritei que sem ele não vale a pena viver.
E sorri chorando na frente do espelho
Como sou uma tola egocêntrica.
Não querer dar continuidade a vida
Pela simples razão...
ah, não sei explicar esse sentimento.
Pensei-o simples, mas não parece ser tanto.
O que me faz querer interromper a vida
Se ela assim continuar, acredite se quiser
-já digo isso auto-desqualificando o que sinto-
É ter que continuar a viver sem fazer amor com ele...
Ah! Aquilo me rejuvenescia, me completava.
Ele sabia exatamente onde tocar
E tocava no fundo da alma e beijava cada pedaço de pele.
No fim éramos entorpecidos de sentimento,
Sonolentos, falávamos o que vinha a mente
Sem vergonha e sem nenhuma razão
Até que se retornasse a consciência.
Antes disso não sabia o que era agüentar a vida.
Antes, não sabia como eram pesados os problemas.
Antes disso não sabia o que era fazer realmente amor,
Todo o antes foi apenas a vida e seus gozos fúteis.
Hoje já me contradigo
Digo que já não sei se prefiro nunca o ter conhecido
E continuado a viver a vida que tinha,
Do que saber que a sensação mais forte que vivi foi em seus braços
E que hoje não os tenho mais...
É a válvula do sentimento
É a minha fraqueza mais odiada.
Como queria não chorar
A menos que um cisco entrasse em meus olhos,
A menos que bocejasse bem forte.
Como queria não me afetar
com sentimentos egocêntricos...
Ontem mesmo bradei chorando e rolando no chão.
Gritei que sem ele não vale a pena viver.
E sorri chorando na frente do espelho
Como sou uma tola egocêntrica.
Não querer dar continuidade a vida
Pela simples razão...
ah, não sei explicar esse sentimento.
Pensei-o simples, mas não parece ser tanto.
O que me faz querer interromper a vida
Se ela assim continuar, acredite se quiser
-já digo isso auto-desqualificando o que sinto-
É ter que continuar a viver sem fazer amor com ele...
Ah! Aquilo me rejuvenescia, me completava.
Ele sabia exatamente onde tocar
E tocava no fundo da alma e beijava cada pedaço de pele.
No fim éramos entorpecidos de sentimento,
Sonolentos, falávamos o que vinha a mente
Sem vergonha e sem nenhuma razão
Até que se retornasse a consciência.
Antes disso não sabia o que era agüentar a vida.
Antes, não sabia como eram pesados os problemas.
Antes disso não sabia o que era fazer realmente amor,
Todo o antes foi apenas a vida e seus gozos fúteis.
Hoje já me contradigo
Digo que já não sei se prefiro nunca o ter conhecido
E continuado a viver a vida que tinha,
Do que saber que a sensação mais forte que vivi foi em seus braços
E que hoje não os tenho mais...
Destino
Não sei porque a minha vida toma rumos incontroláveis
Sinto que não sou eu que rejo minha vida
Nessa orquestra eu não sou o maestro
Essa harmonia às vezes desarmônica não é feita por mim.
Minhas vontades e aptidões estão no controle,
São elas que controlam a minha felicadade
Onde me sinto bem é onde quero ficar
E as pessoas gostam de mim, elas me acolhem.
Eu não gosto desse lugar em si
Mas o entorno é esquecido em detrimento das pessoas que amo
As minhas amizades
Estas são a razão da minha felicidade, do meu verdadeiro amor
A liberdade das amizades e sua fortaleza
Me deixam bem
Os conflitos que permeiam os relacionametos
Mexem com os meus nervos, me movem.
Sinto que não sou eu que rejo minha vida
Nessa orquestra eu não sou o maestro
Essa harmonia às vezes desarmônica não é feita por mim.
Minhas vontades e aptidões estão no controle,
São elas que controlam a minha felicadade
Onde me sinto bem é onde quero ficar
E as pessoas gostam de mim, elas me acolhem.
Eu não gosto desse lugar em si
Mas o entorno é esquecido em detrimento das pessoas que amo
As minhas amizades
Estas são a razão da minha felicidade, do meu verdadeiro amor
A liberdade das amizades e sua fortaleza
Me deixam bem
Os conflitos que permeiam os relacionametos
Mexem com os meus nervos, me movem.
A solidão
Sinto uma energia pulsando dentro de mim que não sai
PRECISO de contato humano.
A intimidade à distância não me satisfaz.
Preciso tocar, beijar, olhar nos olhos do outro.
Preciso sentir a energia do outro para ser feliz.
Para me sentir viva,
Preciso abraçar os que amo até me sentir sem ar.
Preciso pular e sorrir e amar.
A solidão faz mal, e isso até que presta para algo,
Serve para que eu reflita e dê valor a tudo isso,
Que às vezes subjuguei.
PRECISO de contato humano.
A intimidade à distância não me satisfaz.
Preciso tocar, beijar, olhar nos olhos do outro.
Preciso sentir a energia do outro para ser feliz.
Para me sentir viva,
Preciso abraçar os que amo até me sentir sem ar.
Preciso pular e sorrir e amar.
A solidão faz mal, e isso até que presta para algo,
Serve para que eu reflita e dê valor a tudo isso,
Que às vezes subjuguei.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Uma frase para o fim
O ponto final já foi posto, porém aquele que não quis, tentar arduamente tira-lo do lugar.
By: Natacha Negrão
By: Natacha Negrão
domingo, 11 de julho de 2010
Poema não meu do Amor Livre
...Se o desejo de ser amado for mais forte
e você se prender a alguém com insistência,
ele se aborrecerá
e acabará se afastando de você.
O primeiro estágio do amor é a simpatia.
A simpatia aumenta e se torna apego,
e nesse estágio há sofrimentos e alegrias.
A alegria proveniente do amor-apego
vem sempre acompanhada
de angústias e sofrimentos.
A alegria absoluta, que não vem acompanhada
de sofrimentos nem de angústias.
Só será obtida quando o seu amor evoluir mais.
Só será obtida quando você abandonar o apego
e deixar o outro totalmente livre.
Quando você soltar o outro,
ele voltará a você espontaneamente,
com amor sincero,
porque ele, originalmente,
é a outra metade da sua alma.
------------------------------------------
Meio romantizado demais, mas faz sentido para mim.
e você se prender a alguém com insistência,
ele se aborrecerá
e acabará se afastando de você.
O primeiro estágio do amor é a simpatia.
A simpatia aumenta e se torna apego,
e nesse estágio há sofrimentos e alegrias.
A alegria proveniente do amor-apego
vem sempre acompanhada
de angústias e sofrimentos.
A alegria absoluta, que não vem acompanhada
de sofrimentos nem de angústias.
Só será obtida quando o seu amor evoluir mais.
Só será obtida quando você abandonar o apego
e deixar o outro totalmente livre.
Quando você soltar o outro,
ele voltará a você espontaneamente,
com amor sincero,
porque ele, originalmente,
é a outra metade da sua alma.
------------------------------------------
Meio romantizado demais, mas faz sentido para mim.
sábado, 10 de julho de 2010
Amor livre - Palavras de Raul
Medo da Chuva
Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez...
Uma vez
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
-x-
A maçã
Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais...
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar...
...
Vejo que... sempre fui uma putanheira romântica! E entendo o que é ser os dois juntos e sei que é sim possível gostar de uma pessoa, até amar uma pessoa e sentir desejo por outra... coisa de momento. Não vou deixar de amar por isso. Sempre pensei assim, mas algo mudou na minha mente e me fez querer ter uma vida dita normal e sem pecado, aff, doce ilusão.
O que me faz feliz é amar e ser amada leve e livremente. Não quero segurar meus fantasmas, isso me deixa recalcada! Trair não é satisfazer desejos com outros e sim dizer que ama e por dentro ser uma grande mentira.
Tenho a alma livre e isso não é desculpa de galinha, muito pelo contrário, ter a alma livre requer muita maturidade e responsabilidade, e não a criancice da maioria dos galinhas por aí. Caralho, como eu não enxergava o quanto era igual a tanta gente que conheço e me relacionei? Como eu poderia ter sido feliz com elas se falasse que era nisso que acreditava...
Mas enfim, vou olhar pra frente e tudo vai dar certo [escrevo com um sorriso esperançoso e triunfante na cara]
Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez...
Uma vez
Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar
-x-
A maçã
Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais...
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar...
...
Vejo que... sempre fui uma putanheira romântica! E entendo o que é ser os dois juntos e sei que é sim possível gostar de uma pessoa, até amar uma pessoa e sentir desejo por outra... coisa de momento. Não vou deixar de amar por isso. Sempre pensei assim, mas algo mudou na minha mente e me fez querer ter uma vida dita normal e sem pecado, aff, doce ilusão.
O que me faz feliz é amar e ser amada leve e livremente. Não quero segurar meus fantasmas, isso me deixa recalcada! Trair não é satisfazer desejos com outros e sim dizer que ama e por dentro ser uma grande mentira.
Tenho a alma livre e isso não é desculpa de galinha, muito pelo contrário, ter a alma livre requer muita maturidade e responsabilidade, e não a criancice da maioria dos galinhas por aí. Caralho, como eu não enxergava o quanto era igual a tanta gente que conheço e me relacionei? Como eu poderia ter sido feliz com elas se falasse que era nisso que acreditava...
Mas enfim, vou olhar pra frente e tudo vai dar certo [escrevo com um sorriso esperançoso e triunfante na cara]
O inconsciente
Viajar pelo inconsciente é bacana,
eu gosto.
A gente tenta achar a razão do sofrer
para mudá-la.
É como se montasse um quebra-cabeças
da própria alma.
Monto o meu todo dia quase...
assim quando escrevo
ou quando olho a paisagem
passando pelo vidro do ônibus.
Evito montar antes de dormir,
pois dá insônia.
eu gosto.
A gente tenta achar a razão do sofrer
para mudá-la.
É como se montasse um quebra-cabeças
da própria alma.
Monto o meu todo dia quase...
assim quando escrevo
ou quando olho a paisagem
passando pelo vidro do ônibus.
Evito montar antes de dormir,
pois dá insônia.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Fractais

Padrões (reais ou matemáticos) que parecem semelhantes em escalas diferentes, por exemplo a cadeia das vias aéreas no pulmão, que mostra padrões de ramificação semelhantes em amplificações progressivamente maiores.
Os fractais estão relacionados com o "caos" (veja dinâmica não linear) no sentido de que os processos caóticos podem produzir estruturas fractais na natureza, e representações apropriadas de processos caóticos geralmente revelam auto-similaridade ao longo do tempo.
Viva o agora
Um mar de reflexões acalmou meu coração
E me fez chegar a velha conclusão:
“Viva o agora, com toda sua alma”.
Viva cada carinho que faz na sua mãe
Cada texto que lê
Cada passo que dá na rua
Cada música que ouve...
O presente é o que planejamos para o futuro
e são os flashes de lembranças que temos do passado.
Por isso, não viva no automático!
... Não estou falando de só viver o agora e não planejar o futuro nem se emocionar com o passado. O passado tem sua utilidade para ser lembrado, mas do futuro podemos delimitar um plano vago, objetivos que vêm por motivações interiores intrínsecas ao ser que te dão alegria ou prazer. Delinear um plano concreto para o futuro é se limitar. A vida é cheia de surpresas, como a onda da maré que subiu e derrubou seu castelinho de areia... E agora? Você chora, se mata ou continua vivendo?
A vida segue seu curso natural, mas não há puro destino, não acredito que somos meros bonecos que nascemos para encenar uma peça já escrita desde o princípio. Há pontos que tem que ser vividos, há na vida situações em que você se diz: “Agora é a hora de fazer uma escolha, o que eu faço?”, e você, dentre vários caminhos escolhe um ou não faz nada. E essa atitude te leva a outros caminhos. Cada evento é o início de uma bifurcação e cada escolha é uma das opções... não sabemos onde cada uma nos levará, mas usamos o critério que julgamos melhor no momento para escolher.
No final, a vida é um fractal!
E me fez chegar a velha conclusão:
“Viva o agora, com toda sua alma”.
Viva cada carinho que faz na sua mãe
Cada texto que lê
Cada passo que dá na rua
Cada música que ouve...
O presente é o que planejamos para o futuro
e são os flashes de lembranças que temos do passado.
Por isso, não viva no automático!
... Não estou falando de só viver o agora e não planejar o futuro nem se emocionar com o passado. O passado tem sua utilidade para ser lembrado, mas do futuro podemos delimitar um plano vago, objetivos que vêm por motivações interiores intrínsecas ao ser que te dão alegria ou prazer. Delinear um plano concreto para o futuro é se limitar. A vida é cheia de surpresas, como a onda da maré que subiu e derrubou seu castelinho de areia... E agora? Você chora, se mata ou continua vivendo?
A vida segue seu curso natural, mas não há puro destino, não acredito que somos meros bonecos que nascemos para encenar uma peça já escrita desde o princípio. Há pontos que tem que ser vividos, há na vida situações em que você se diz: “Agora é a hora de fazer uma escolha, o que eu faço?”, e você, dentre vários caminhos escolhe um ou não faz nada. E essa atitude te leva a outros caminhos. Cada evento é o início de uma bifurcação e cada escolha é uma das opções... não sabemos onde cada uma nos levará, mas usamos o critério que julgamos melhor no momento para escolher.
No final, a vida é um fractal!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Quem? Eu?
... Parte do que escrevi para uma amiga. Com modificações.
[...] Vou dizer de mim. Eu sou a Mirella, sempre na adolescência era a autentica nerd magrela com o cabelo horrível que só servia pra tirar várias notas 10 e ser zuada sem nunca responder por ter medo de magoar os que me zuavam (trouxa, banana, tonta... pode falar). Enfim no cursinho dei uma engordadinha, fiz chapinha, larguei o namorado que me aguentou na época que eu era zuada, fiquei loira e me fingi de descolada pra tentar ter mais amigos... e no que isso deu? Insatisfação.
As vezes o que define nossa vida é a música "Ouro de Tolo" do Raul Seixas...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
[...]A gente é o que a gente é, do jeito que gosta de ser e atraimos ou não pessoas que já esperam que a gente seja pelo que veêm no nosso exterior. Há meio que uma leitura da gente pelas pessoas só do primeiro olhar. Mas quando você tenta ser o que não é sofre mais, porque atrai pessoas que esperam alguem que não é você! Aquele exterior montado por você não é você, e isso te decepciona.
No final, você vê que isso te tirou muito mais do que deu. A maior perda foi fazer você se perder no meio das cobranças do mundo e esquecer que há tantas coisas ainda por fazer e que dar tanta importância para o exterior, que a sociedade adora e chama de fútil, é bobagem, só atrai quem não faz bem, quem espera um outro eu.
O meu Eu, não anda com roupas apertadíssimas, não é loira, não chama a atenção de qualquer um. Hoje isso me soa como passado, não desejo isso de novo.
O desejo que eu despertava me fazia bem na hora, no átimo. Depois disso, fim. Todos os homens que eu conheci nessa época não sabem quem sou, afinal aquilo era uma máscara. Sofri por todos depois de pô-la, não atendi as expectativas daquele não Eu. Tenho a minha "sexylidade" própria do jeito que eu sou... morena, baixinha, indígena, sorridente e sei lá mais o que porque não gosto de me definir no papel, me redefino a cada dia. A cada tropeço, cada acerto.
[...] eu achava que ninguém gostava de mim porque eu era magrela e feia, e ainda por cima nerd, ransinza, que tem gosto por hardcore e musica clássica, perfeccionista, tímida, de poucas palavras, que perdoa fácil, que gosta de ficar sozinha em casa, odeia lugares cheios, irônica, eco-chata... tentei mudar tudo isso, mas sempre soou falso e sofrível, é sofrível tentar ser o que não se é. A partir de agora sendo bom ou ruim, aceitável ou não, eu busco voltar a ser o que eu era e gritar p/ o mundo inteiro:
EU TENHO O DIREITO DE SER EU, foda-se VOCÊS!
P.S: Já disse que estou numa fase punk?!
[...] Vou dizer de mim. Eu sou a Mirella, sempre na adolescência era a autentica nerd magrela com o cabelo horrível que só servia pra tirar várias notas 10 e ser zuada sem nunca responder por ter medo de magoar os que me zuavam (trouxa, banana, tonta... pode falar). Enfim no cursinho dei uma engordadinha, fiz chapinha, larguei o namorado que me aguentou na época que eu era zuada, fiquei loira e me fingi de descolada pra tentar ter mais amigos... e no que isso deu? Insatisfação.
As vezes o que define nossa vida é a música "Ouro de Tolo" do Raul Seixas...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
[...]A gente é o que a gente é, do jeito que gosta de ser e atraimos ou não pessoas que já esperam que a gente seja pelo que veêm no nosso exterior. Há meio que uma leitura da gente pelas pessoas só do primeiro olhar. Mas quando você tenta ser o que não é sofre mais, porque atrai pessoas que esperam alguem que não é você! Aquele exterior montado por você não é você, e isso te decepciona.
No final, você vê que isso te tirou muito mais do que deu. A maior perda foi fazer você se perder no meio das cobranças do mundo e esquecer que há tantas coisas ainda por fazer e que dar tanta importância para o exterior, que a sociedade adora e chama de fútil, é bobagem, só atrai quem não faz bem, quem espera um outro eu.
O meu Eu, não anda com roupas apertadíssimas, não é loira, não chama a atenção de qualquer um. Hoje isso me soa como passado, não desejo isso de novo.
O desejo que eu despertava me fazia bem na hora, no átimo. Depois disso, fim. Todos os homens que eu conheci nessa época não sabem quem sou, afinal aquilo era uma máscara. Sofri por todos depois de pô-la, não atendi as expectativas daquele não Eu. Tenho a minha "sexylidade" própria do jeito que eu sou... morena, baixinha, indígena, sorridente e sei lá mais o que porque não gosto de me definir no papel, me redefino a cada dia. A cada tropeço, cada acerto.
[...] eu achava que ninguém gostava de mim porque eu era magrela e feia, e ainda por cima nerd, ransinza, que tem gosto por hardcore e musica clássica, perfeccionista, tímida, de poucas palavras, que perdoa fácil, que gosta de ficar sozinha em casa, odeia lugares cheios, irônica, eco-chata... tentei mudar tudo isso, mas sempre soou falso e sofrível, é sofrível tentar ser o que não se é. A partir de agora sendo bom ou ruim, aceitável ou não, eu busco voltar a ser o que eu era e gritar p/ o mundo inteiro:
EU TENHO O DIREITO DE SER EU, foda-se VOCÊS!
P.S: Já disse que estou numa fase punk?!
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