quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O tempo

Hoje nada daquilo importa:
a mentira dita,
o sexo sem tesão,
o vazio ou não,
o ser que eu era...

Tudo se foi,
esvaiu como o vento
o podre que eu fui, o aceito
o podre que ainda há em mim.

Vejo tudo em minhas mãos
A euforia que virou alegria
a tristeza que se tornou sabedoria
o podre do outro que dói em mim.

Sou o mesmo que era ontem,
mas o que não via não importa
vejo o tempo claro como a porta
que abro em busca de mim.

Olho no espelho...
O defeito que há no rosto
não sou eu.
Eu sou o rosto
Eu sou tudo o que há em mim

Não me forço a não ser nada
Aceito, rio e choro
o céu e o inferno que há em mim.

Mas hoje...
Hoje a dor dói mais.
hoje...
O prazer e a alegria são puros.

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