sábado, 26 de junho de 2010

Adeus ao Neneco

É inexplicável em palavras
O que acontece com alguém
quando o sentimento acaba .

Não me dei conta.
Ainda lembro das vezes que chorei
Dos dias que amei, que praguejei,
Que suspirei e odiei.

Me lembro dos dias que sentia.
Que vingança queria.
Que me via afundar nesse mar de sensações
Por ele! Tudo isso por uma só pessoa:
Ele.

Não sei se foi o tempo,
Se foi o virar de idade ou de cabeça.
Não sei se foi desgaste...
O que sei é que de fato hoje,
Não sinto nada.

Nada, nada, nada.
Nem vontade de abraçar, nem de beijar,
Nem tesão, nem amor,
Nem ódio, nada.

Não sei onde se perdeu tanto sentimento,
Mas eram tantos... Muitos.
Era forte, eu sei que era, não desvalido,
Mas sei que acabou.

Eu tinha tanta certeza de que não ia ter fim.
Tinha tanta certeza que iria procurar ele
Em outros para sempre,
Que mesmo ele acreditou.

E hoje...
Ele ainda me quer, me deseja,
Me chama.

E eu,
Fico fria,
Como uma pedra de gelo.

Seu corpo já não me excita
Suas palavras não me encantam
Suas atitudes mimadas não me atingem
E não fui eu quem quis ou pedi por isso,
Simplesmente aconteceu.

Assim, do nada num processo
Que eu não acompanhei.

Changes

Hoje não sou poetisa,
Hoje não sou eu
Hoje me sinto outra que não sei se é boa ou se é má
Apenas sinto outra.

Será que meus amigos gostarão?
Não quero perde-los.
Hoje eu digo que os amo
Hoje eu os abraço
Hoje não tenho mais medo de me mostrar...

Olhem! Essa sou eu. Eu sou assim
Você me conhecia antes,
Mas só o entorno, somente o em volta
Hoje eu sou eu em tudo que eu falo e faço
Hoje o eu é externo
e olha nos olhos
e responde a altura
e fala que não tem resposta quando não as tem

sábado, 5 de junho de 2010

Eu, por outra...

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou." (M. de Queiroz)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lulina

A vida é desfazer nós,
nós de nós mesmos.